Ministro da Economia deu declaração em evento em São Paulo. Blog informou que Bolsonaro avisou a Guedes que agenda de privatizações só ‘decola’ em eventual novo mandato. O ministro da Economia, Paulo Guedes, avaliou nesta quinta-feira (19) que, ao contrário de outros países, o Brasil já saiu do “inferno” da inflação e também indicou que permaneceria em um eventual segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro.
Paulo Guedes deu as declarações ao participar de um evento em São Paulo, organizado pela empresa Arko Advice e Traders Club.
“Está faltando manteiga na Holanda, tem gente brigando na fila da gasolina no interior da Inglaterra, que teve a maior inflação dos últimos 40 anos e vai ter dois dígitos [acima de 10%] já já. Eles estão indo para o inferno. Nós já saímos do inferno, conhecemos o caminho e sabemos como se sai rápido do fundo do poço”, declarou, durante evento transmitido pela internet.
Puxado pela alta dos preços dos combustíveis, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, ficou em 1,06% em abril. Em doze meses, a inflação atingiu o patamar de 12,13%.
Para conter a alta de preços, o BC tem subido os juros básicos da economia há 15 meses. Atualmente, a taxa Selic está em 12,75% ao ano, o maior patamar em mais de cinco anos. O presidente da instituição, Roberto Campos Neto, acredita que o pico da inflação será entre os meses de abril e maio.
De acordo com o ministro Guedes, a inflação é um “fenômeno mundial”, causada pela pandemia que gerou um aumento de consumo gerado por auxílios distribuídos pelos países em um cenário de queda de oferta (pelos problemas de produção da Covid-19), problema que foi aprofundado pela guerra na Ucrânia. Ele destacou o papel de o Brasil ter um BC independente neste momento, uma “garantia institucional” de combate à inflação.
Eventual segundo mandato
O ministro Guedes também indicou que permaneceria em um eventual segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro, caso seja reeleito nas eleições deste ano para mais um mandato de quatro anos. O pleito está marcado para o mês de outubro.
“Se essa coalizão seguir, é natural que eu ajude, que eu apoie, que eu esteja lá”, declarou. Em seguida, explicou, porém, que é preciso seguir na direção do liberalismo.
“Em um aliança de liberais conservadores, vão apoiar, vão acelerar privatizações, vamos zerar o IPI, vamos aprofundar o choque de energia barata. Se essa for a música, vou correndo atrás. Se a música mudar, estou velhinho, estou cansado, não consigo tirar férias. Mas parece que a banda está tocando bem”, acrescentou.
Ele afirmou que sempre foi a favor de acabar com a reeleição, instituindo, novamente, um mandato único de cinco anos, que vigorava antes da mudança implementada no governo Fernando Henrique Cardoso. Mas ponderou que, como a oposição usufruiu a reeleição, Bolsonaro também tem direito.
“Era melhor um mandato de cinco anos. Até eu fui a favor de acabar com a reeleição. Continuo a favor, mas se tivesse tido um FHC, um Lula e uma Dilma, dava pra ter um Bolsonaro. Agora com duas Dilmas e dois Lulas, talvez precise de dois Bolsonaros. Tomara o presidente que faça a reforma politica, 5 anos com mandato sincronizado”, acrescentou.
Democracia
O ministro da Economia também afirmou que defendeu a democracia brasileira junto a investidores internacionais, considerado por ele um pré-requisito para atrair recursos ao país, apesar de ter avaliado que o “pau come entre os poderes”. Ele também fez uma referência à acusação do presidente Bolsonaro ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, de abuso de autoridade.
“Democracia, opa, olha nós aqui. O pau come entre os poderes, mas ninguém atravessa a linha. Pessoas atravessam a linha, de vez em quando um ministro atravessa a linha e fica brincando ali, todo mundo vê que ele está pelado e põe ele pra dentro de novo. Um presidente as vezes pisa do outro lado, e o pessoal: ‘presidente, tá pegando mal esse negócio, parece que o senhor quer dar o golpe’. ‘opa, não, não, não, mas ele tá me perseguindo. ué, denuncia ele. eu vou denunciar o juiz, o juiz me denunciou eu vou denunciar o juiz’. Aí um denuncia o outro, os dois denunciam os dois”, disse.
Além de uma democracia sólida, o ministro avaliou que o Brasil pode se beneficiar do processo de reposicionamento das empresas, por conta da guerra na Ucrânia, pela necessidade das nações em segurança energética e alimentar. Ele reafirmou que há mais de R$ 800 bilhões em investimentos privados previstos para os próximos dez anos nos processos de concessão e pela mudanças dos marcos legais.
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