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UBS cai mais de 10% após comprar Credit Suisse; bolsas europeias operam em baixa

O principal motivo pelo baixo desempenho foi a instabilidade na saúde financeira dos bancos e a compra do Credit Suisse pelo seu principal concorrente, o UBS Group AG. A operação movimentou US$ 3,2 bilhões. Acordo de compra do Credit Suisse pelo UBS contará com assistência financeira do BC suíço.
Fabrice Coffrini/ AFP
Os papéis do UBS recuam 10,08%, por volta das 6h (horário de Brasília). As ações do Credit Suisse também cedem mais de 60% no pregão desta segunda-feira (20).
O principal motivo pelo baixo desempenho foi a instabilidade na saúde financeira dos bancos e a compra do Credit Suisse pelo seu principal concorrente, o UBS Group AG. A operação movimentou US$ 3,2 bilhões.
Tradicionalmente, os investidores tendem a não receber muito bem notícias de fusões e aquisições, já que existe uma dúvida por parte do mercado sobre quanto tempo a operação de compra trará retorno financeiro para o UBS.
Ao mesmo tempo, na teoria, os investidores optam por adquirir as ações da empresa que é comprada para aproveitar a operação de aquisição e realizar algum lucro. Porém, não foi o que aconteceu. A desvalorização do Credit Suisse acontece nesta sessão após a instituição financeira apontar que cerca de 16 bilhões de francos suíços em títulos podem perder valor.
O regulador financeiro do mercado suíço FINMA, declarou que o acordo com o UBS trará uma “redução completa” dos títulos adicionais de nível 1 do banco. O cancelamento dos produtos de investimentos serve para aumentar o capital do Credit Suisse para tentar sanar os gargalos financeiros da companhia. Os acionistas do banco devem receber 3 bilhões de francos.
Esse fator irritou os investidores, que decidiram por vender suas ações nesta quarta-feira. A perda de valor dos títulos do Credit Suisse foi a maior na história do mercado europeu.
Entenda o que aconteceu com o Credit Suisse
As ações do Credit Suisse despencaram mais de 20% na quarta e trouxeram temores ao mercado sobre uma situação generalizada de crise bancária internacional. Além do Credit Suisse, concorrentes europeus viram as ações despencarem naquele dia, também acima dos 10%.
A crise envolvendo o Credit Suisse acontece após o banco apresentar resultados ruins no trimestre passado e ver seu principal acionista, o Saudi National Bank – que tem participação de 10% na sociedade da empresa – , não o apoiar com um aumento de participação no capital. O investimento não aconteceu por questões regulatórias
Na quinta-feira (16), o banco pediu um empréstimo de US$ 54 bilhões (o equivalente a R$ 285 bilhões) ao Banco Central da Suíça. O Banco Nacional da Suíça já havia informado que garantiria a liquidez do Credit Suisse se fosse necessário.

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