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Taxa de desemprego cai no RJ, mas procura por trabalho ainda é grande: ‘Fiquei 10 anos batendo cabeça’, diz comerciante

Taxa passou de 14,9% para 12,6% no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior, segundo IBGE. Taxa de desemprego cai no Rio
A taxa de desemprego caiu no estado do Rio. É o que mostra uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada nesta sexta-feira (12). Mesmo assim, ainda tem muita gente tentando entrar no mercado de trabalho.
“Dez anos, fiquei dez anos, dez anos parado, dez anos batendo cabeça”.
Emanuel Andrade chegou a trabalhar de carteira assinada, mas sofreu um acidente e nunca mais conseguiu um emprego formal.
“Eu montei uma loja de bicicleta e já tô lá há dois anos com a loja de bicicleta, trabalhando pra mim mesmo”, falou Emanuel José.
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Emanuel Andrade abriu uma loja de bicicletas
Reprodução/TV Globo
É o mesmo caso da Suzy Elisa que, diante das dificuldades, buscou se qualificar.
“Eu tentei 10 anos já, fiz muito currículos, nunca tive oportunidades, nem do primeiro emprego. Eu fui atrás dos meus cursos, das minhas coisas, que eu gosto de fazer unha, graças a Deus consegui ser independente. É muito importante você correr atrás do seu, ser independente porque tá difícil a oportunidade hoje em dia.”
Uma pesquisa do IBGE mostra que a taxa de desemprego diminuiu no estado do Rio no segundo trimestre deste ano em relação ao trimestre anterior — passou de 14,9% para 12,6%.
Ainda segundo o IBGE, pouco mais de 36% da população trabalha sem carteira assinada.
“O primeiro trimestre tinha um efeito da pandemia, com a questão da Ômicron, depois as coisas vão se normalizando, as pessoas vão voltando a circular e com isso tem um aquecimento da atividade. Além disso, também foi um período que teve uma injeção de recursos na economia”, explica o economista da Fundação Getúlio Vargas, Rodolpho Tobler.
“Pra que a gente volte de fato a ter uma recuperação mais forte do mercado de trabalho, a gente precisa focar no desenvolvimento econômico, focar em medidas que possam ajudar a empregabilidade, principalmente daquelas pessoas mais jovens que estão entrando no mercado de trabalho.”
O RJ1 esteve nesta sexta no Centro de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde muitas pessoas buscam uma vaga no mercado de trabalho. E a maior queixa é a falta de oportunidade.
A diarista Débora Oliveira e a filha Larissa procuram uma vaga com carteira de trabalho assinada, que garanta todos os direitos. Por enquanto, elas se viram para tentar manter as contas em dia.
“Eu trabalho, mas é uma vez na semana só de diarista, só que não tá dando pra manter uma casa, quando a pessoa trabalha uma vez só é complicado. Hoje em dia não tá podendo escolher, então o que aparecer eu tô pegando”, diz Débora.
“O mercado tá muito exigente, aí fica difícil, porque tem que ter experiência e eu não tenho ainda”, fala Larissa.
A Secretaria de Trabalho e Renda afirmou que o Rio de Janeiro foi o terceiro estado que mais gerou empregos em 2021 e que, no primeiro semestre deste ano, já criou mais de 100 mil postos de trabalho com carteira assinada.

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