Autarquia reforçou também que a Amil voltará a responder “integralmente” pelas 340 mil vidas a partir desta quarta-feira.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar anunciou nesta quarta-feira (6) que a Amil e APS têm até 18 de abril para se manifestar sobre a medida cautelar que determinou a suspensão da venda entre as operadoras e manteve a responsabilidade pelas carteiras de planos individuais e familiares com a Amil.
Após esse prazo, a agência vai decidir se vai anular em definitivo a autorização concedida para transferência da carteira e se vai adotar novas medidas em relação às operadoras.
A autarquia reforçou também que a Amil, voltará a responder “integralmente” pelas 340 mil vidas a partir desta quarta-feira, uma vez que foram notificadas oficialmente.
“A medida cautelar adotada pela ANS tem o objetivo de garantir a assistência aos beneficiários, que deverão continuar usando as carteirinhas que estão atualmente sem seu poder, quando forem utilizar a rede de atendimento”, reforçou a ANS.
Em enviada na segunda (4), a ANS afirmou que a decisão ocorreu após a análise da documentação requisitada às operadoras.
Segundo a agência, no pedido de autorização para a transferência de carteira da Amil para a APS, a Amil declarou que a transferência de carteira seria uma simples reorganização societária entre operadoras do mesmo grupo econômico. No entanto, não foi isso que a agência verificou:
“Os compradores das quotas da APS não têm capacidade financeira suficiente para garantir o equilíbrio econômico-financeiro da APS, de modo que a transação examinada expõe a risco a continuidade e a qualidade da assistência à saúde devida aos consumidores vinculados à carteira transferida.
Posicionamento das empresas
Em nota, a Amil informou que irá se manifestar tão logo seja comunicada oficialmente pela ANS e tenha acesso à avaliação realizada pelo órgão.
A Seferin & Coelho, Fiord Capital e Henning von Koss, candidatos a compradores das quotas da APS, afirmaram, em comunicado, que a negociação da transação de compra das quotas “prevê um aporte superior a R$ 2,3 bilhões em forma de caixa disponível de forma imediata na APS”.
Além disso, eles garantem que também são somadas “as possíveis receitas financeiras desse capital e as mensalidades pagas mensalmente pelos beneficiários, que somam R$ 3 bilhões ao ano”.
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