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Mais de 6,8 milhões de brasileiros com valores a receber ainda não consultaram dinheiro ‘esquecido’

Primeira fase de plataforma abrange R$ 4 bilhões a serem devolvidos para 26 milhões de brasileiros e 2 milhões de empresas. Mais de 6,8 milhões de brasileiros e empresas com dinheiro ‘esquecido’ em bancos ainda não realizaram a consulta no novo site do Banco Central (BC).
Na primeira fase do SVR (Sistemas de Valores a Receber), foram liberadas as consultas a R$ 4 bilhões. O montante inclui valores a serem devolvidos para 28 milhões, sendo 26 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas, segundo o BC.
sAté as 18h desta sexta-feira (18), 96.832.445 clientes, pessoas físicas e empresas, tinham feito consultas no sistema para saber se têm algum dinheiro esquecido. Desse total, segundo o BC, 20 milhões de contas de pessoas físicas e 249 mil contas de pessoas jurídicas tinham algum alguma quantia a receber. Outros 76 milhões não tinham saldo.
A consulta e resgate são feitos exclusivamente pelo site https://valoresareceber.bcb.gov.br/, lançado nesta semana pelo Banco Central.
Banco Central libera consulta de dinheiro ‘esquecido’ em bancos: saiba como fazer
Balanço das consultas, até 18h de 18/02
Pessoas físicas: 94.342.814
PF com saldo: 20.292.211
PF sem saldo: 74.050.603
Pessoas jurídicas: 4.489.631
PJ com saldo: 249.568
PJ sem saldo: 2.240.063
Total geral de consultas: 96.832.445
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Qual é o valor?
O primeiro acesso ao site do BC permite ver se há dinheiro a receber, mas não mostra o valor a ser devolvido. Ao fazer a consulta, o cliente do banco recebe uma data e período para consultar o saldo e solicitar o resgate.
O Banco Central não divulgou o valor médio esquecido nos bancos ou detalhes sobre a quantia que a maioria dos beneficiários irá receber. Informou apenas que os saldos “variam muito entre os beneficiados”.
Considerando o montante de R$ 4 bilhões desta fase 1 informado pelo Banco Central e o total de 28 milhões de beneficiários, incluindo CPFs e CNPJs, o valor médio a ser devolvido é de apenas R$ 142,85 por pessoa ou empresa.
Como fazer a consulta e pedir o resgate
Acesse o site https://valoresareceber.bcb.gov.br/
Segundo o Banco Central, os clientes precisam do CPF, no caso das pessoas físicas, e do CNPJ, no caso das empresas, para consultar a existência de recursos para saque.
A página vai informar uma data para consultar os valores e solicitar o saque – anote esta data
Na data informada, retorne à página https://valoresareceber.bcb.gov.br/
Use seu login gov.br para acessar o sistema (clique aqui para ver como fazer o cadastro)
Após o acesso, consulte o valor e solicite a transferência
Ao fazer esta primeira consulta, o cliente do banco recebe uma data e período para consultar os valores e solicitar o resgate do saldo existente. As datas são agendadas de acordo com o ano de nascimento da pessoa ou da criação da empresa, conforme calendário abaixo:
Calendário do Banco Central – Valores a receber
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Tendo em mãos o número de CPF ou CNPJ e a data de nascimento ou de abertura da empresa, já é possível saber se há ou não recursos esquecidos vinculados a uma pessoa ou empresa – mesmo que o titular já tenha falecido, ou a empresa sido fechada.
Os procedimentos para a consulta dos valores e solicitação da devolução nesses casos, porém, ainda não foram detalhados pelo BC. O Banco Central promete informar ‘em breve’ quais serão os procedimentos para que a consulta de valores e o resgate possam ser feitos por terceiros.
BC vai liberar consultas a novo lote em maio
Quem não encontrar valores a receber nesta etapa poderá ter recursos nas próximas fases.
Em 2 de maio, as consultas a uma nova fase serão abertas. É a essa segunda etapa que se refere a mensagem que aparece para muitos clientes que acessam o sistema (veja na imagem mais abaixo).
O BC estima em R$ 8 bilhões o valor total a ser devolvido aos clientes em 2022.
Página do BC informa que cidadão sem valores a receber atualmente poderá fazer nova consulta a partir de maio.
Reprodulção
Entenda as fases da devolução
Na primeira fase do serviço são cerca de R$ 4 bilhões de valores a serem devolvidos para físicas e jurídicas. Os valores decorrem de:
contas-correntes ou poupança encerradas com saldo disponível;
tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, desde que a devolução esteja prevista em Termo de Compromisso assinado pelo banco com o Banco Central;
cotas de capital e rateio de sobras líquidas de beneficiários e participantes de cooperativas de crédito; e
recursos não procurados relativos a grupos de consórcio encerrados.
O restante dos valores será disponibilizado a partir de maio e no decorrer deste ano de 2022, fruto de:
tarifas e parcelas ou obrigações relativas a operações de crédito cobradas indevidamente, previstas ou não em Termo de Compromisso com o BC;
contas de pagamento pré-paga e pós-paga encerradas com saldo disponível;
contas de registro mantidas por corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários encerradas com saldo disponível; e
outras situações que impliquem em valores a devolver reconhecidas pelas instituições.
Segundo o Banco Central, os valores esquecidos nos bancos referentes a esta primeira fase serão devolvidos a partir de 7 de março. Para os demais valores, ainda não foram informadas as datas.

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