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Justiça condena Santander em R$ 50 milhões por cortes durante a pandemia e práticas antissindicais

Segundo o sindicato, o banco eliminou, no Brasil, 3.220 postos de trabalho em 2020, mesmo tendo assumido compromisso de não demitir durante a pandemia. Santander vai recorrer da decisão. Logo do banco Santander em Londres.
Luke MacGregor/Reuters
O banco Santander foi condenado, em primeira instância, a pagar R$ 50 milhões por demissões durante a pandemia do coronavírus e por condutas antissindicais em decisão da Justiça do Trabalho de São Paulo. O banco ainda pode recorrer da decisão.
A ação foi movida pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região. Segundo o sindicato, o Santander eliminou, no Brasil, 3.220 postos de trabalho em 2020, mesmo tendo assumido compromisso com o movimento sindical de não demitir durante a pandemia.
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A sentença também levou em consideração a prática antissindical pelo corte de 55% do salário de mais de 40 dirigentes sindicais bancários e trabalhadores em estabilidade provisória; ataques aos participantes dos planos Cabesp e Banesprev; e perseguição aos dirigentes sindicais.
A sentença cita o lucro do Santander nos 2 primeiros semestres do ano passado. No primeiro trimestre de 2020, o banco teve lucro de R$ 3,7 bilhões. Já no segundo trimestre, o lucro foi de R$ 2,02 bilhões. Nos 12 meses de 2020, o lucro total foi de R$ 13 bilhões.
Na última atualização de 2021, o banco registrou lucro de R$ 4,1 bilhões no 2º trimestre, alta de 102% em relação a 2020.
O Santander informa que irá recorrer da decisão e nega quaisquer acusações de práticas antissindicais. O banco acrescenta que “sempre atua dentro da legislação, adotando boas práticas no relacionamento com as entidades que representam os trabalhadores, com as quais mantém canais de diálogo constantes e ativos”.

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