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Ibovespa abre em alta com decisões econômicas e calendário político no radar

Principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 1,11%, aos 117.121 pontos, na última segunda-feira (28). Ibovespa
Pixabay
O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores de São Paulo, a B3, abriu com alta de 0,51%, aos 117.774 pontos, nesta terça-feira (29).
O benchmark foi impactado nesta manhã pela repercussão por parte do mercado quanto à decisão do Lula (PT) de assinar a medida provisória que cria uma alíquota sobre os rendimentos de fundos exclusivos e pelas estratégias do petista para conquistar a base de apoio no Congresso – para, assim, conseguir aprovar sua agenda econômica (entenda mais abaixo).
Na última segunda, o Ibovespa avançou 1,11%, aos 117.121 pontos. Com o resultado de ontem, o índice passou a acumular:
queda de 3,95 no mês;
e ganho de 6,73% no ano.

O que está mexendo com os mercados?
O que está mexendo com os mercados?
Na agenda doméstica, o mercado repercute a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de assinar a medida provisória que cria alíquota de 15% a 20% sobre os rendimentos de fundos exclusivos e enviar ao Congresso uma proposta para taxar offshores.
Os fundos exclusivos são feitos de forma personalizada para o cotista e, atualmente, têm pagamento de imposto somente no momento de resgate da aplicação. O texto da MP acaba com a tributação única no resgate e será realizada duas vezes ao ano, no esquema de “come-cotas”.
Já os offshores são pessoas ou empresas que geram renda no exterior. E se aprovada pelo Congresso, a nova tributação será referente aos resultados apurados a partir de 1º de janeiro de 2024. Atualmente, o capital investido no exterior é tributado apenas quando resgatado e remetido ao Brasil.
Entenda o que são os fundos exclusivos que o governo vai tributar
Outro ponto de atenção do mercado são os passos dados pelo governo federal para compor sua base de sustentação no Congresso Nacional e em medidas para aumentar arrecadação e demonstrações de como pretende zerar o déficit público em 2024.
Por exemplo, o Senado deve votar na quarta-feira (30) o projeto do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), considerado pelo governo uma das principais medidas para contornar o déficit primário do governo federal neste ano, de R$ 231,5 bilhões – vale lembrar que o orçamento do próximo ano precisa ser encaminhado ao Congresso até 31 de agosto.
No cenário internacional, por sua vez, os Estados Unidos deve divulgar nesta semana os dados de emprego, que podem dar um sinal de qual deve ser a posição do Federal Reserve (banco central dos EUA) quanto aos juros nas próximas reuniões.
Vale lembrar que a posição econômica da principal economia do mundo tende a refletir no posicionamento dos investidores. Quando os juros sobem, há uma migração da renda variável para a fixa – o que tende a prejudicar o preço dos papéis.

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