Idecon Brasil https://ideconbackup.institutoidecon.com.br Idecon Brasil Thu, 23 Apr 2026 17:06:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.9.4 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/wp-content/uploads/2020/08/cropped-favicon-1-32x32.png Idecon Brasil https://ideconbackup.institutoidecon.com.br 32 32 Rádio Eldorado vai encerrar atividades após quase 70 anos no ar https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/radio-eldorado-vai-encerrar-atividades-apos-quase-70-anos-no-ar/ Thu, 23 Apr 2026 17:06:33 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/radio-eldorado-vai-encerrar-atividades-apos-quase-70-anos-no-ar/ Logo da rádio Eldorado FM Reprodução A Rádio Eldorado, tradicional emissora de São Paulo fundada em 1958, vai encerrar sua operação no dia 15 de maio, após quase 70 anos no ar. A informação foi confirmada pelo Grupo Estado, responsável pela rádio, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (23). Segundo a empresa, a decisão ocorre após […]]]>


Logo da rádio Eldorado FM
Reprodução
A Rádio Eldorado, tradicional emissora de São Paulo fundada em 1958, vai encerrar sua operação no dia 15 de maio, após quase 70 anos no ar.
A informação foi confirmada pelo Grupo Estado, responsável pela rádio, em comunicado divulgado nesta quinta-feira (23).
Segundo a empresa, a decisão ocorre após o fim da parceria com a Fundação Brasil 2000, detentora da frequência 107,3 FM.
Além disso, o grupo afirma que a mudança faz parte de um reposicionamento estratégico da empresa, com o objetivo de fortalecer sua presença digital.
Veja os vídeos que estão em alta no g1
A Eldorado é considerada uma referência em curadoria musical e jornalismo cultural, tendo marcado gerações de ouvintes na capital paulista.
No entanto, o Estadão afirma que mudanças no consumo de áudio – especialmente o avanço das plataformas de streaming e a queda do consumo de rádio tradicional – impactaram o modelo de operação das emissoras FM.
Nos últimos anos, o grupo tem investido em conteúdo digital e audiovisual, com ampliação da atuação em site, aplicativo, redes sociais e vídeos. A aquisição da NZN, em 2025, também reforçou essa estratégia, ampliando a capacidade de produção e distribuição de conteúdo.
Apesar do fim da transmissão em FM, a marca Eldorado não será descontinuada. Segundo o comunicado, projetos e programas da emissora serão adaptados a novos formatos, com foco em vídeo e plataformas digitais.
A empresa cita, como exemplo, os programas Som a Pino e Clube do Livro, que passarão por reformulação.
Ao anunciar o encerramento, a empresa agradeceu aos profissionais e ouvintes que fizeram parte da trajetória da rádio ao longo de décadas, destacando seu papel na cena cultural paulistana.

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Conta de luz: Aneel aprova reajustes que atingem mais de 22 milhões de consumidores https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/conta-de-luz-aneel-aprova-reajustes-que-atingem-mais-de-22-milhoes-de-consumidores/ Thu, 23 Apr 2026 15:58:19 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/conta-de-luz-aneel-aprova-reajustes-que-atingem-mais-de-22-milhoes-de-consumidores/ A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, em processo periódico previsto nos contratos de concessão. Os índices médios variam entre 5% e 15%, a depender da área de atuação de cada distribuidora, com impacto sobre mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país. De […]]]>


A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou reajustes tarifários para oito distribuidoras de energia elétrica, em processo periódico previsto nos contratos de concessão.
Os índices médios variam entre 5% e 15%, a depender da área de atuação de cada distribuidora, com impacto sobre mais de 22 milhões de unidades consumidoras em todo o país.
De forma geral, os principais fatores que pressionaram os reajustes foram os custos com encargos setoriais, além das despesas com compra e transmissão de energia.
Entre as distribuidoras, a CPFL Santa Cruz, com sede em Jaguariúna (SP), registrou o maior aumento, com efeito médio de 15,12% para o consumidor.
Conta de luz terá aumento de mais de 9% para clientes da CPFL Paulista
A CPFL Santa Cruz atende cerca de 527 mil unidades consumidoras em 45 municípios nos estados de São Paulo, Paraná e Minas Gerais.
Já a Enel Ceará teve reajuste médio de 5,78% e atende mais de 4,11 milhões de unidades consumidoras.
Na Bahia, a Coelba registrou alta média de 5,85%, impactando aproximadamente 6,92 milhões de unidades consumidoras.
Conta de luz
Neoenergia Elektro
Diferimento tarifário
Em alguns casos, os reajustes foram atenuados pelo diferimento tarifário, mecanismo que autoriza o repasse de parte dos custos apenas nos próximos ciclos tarifários.
Com isso, o aumento na conta de luz fica menor no curto prazo, como previsto nos Procedimentos de Regulação Tarifária (Proret).
Foi o caso da Neoenergia Cosern, sediada em Natal (RN), que atende mais de 1,6 milhão de unidades consumidoras em 167 municípios. Com o diferimento, o efeito médio para o consumidor ficou em 5,40%.
O mesmo mecanismo foi aplicado à Energisa Sergipe Distribuidora de Energia, que atende mais de 919 mil unidades consumidoras, resultando em um reajuste médio de 6,86%.
Na CPFL Paulista, que atende mais de 5 milhões de unidades consumidoras em 234 municípios paulistas, o efeito médio foi de 12,13%. Já a Energisa Mato Grosso do Sul teve reajuste médio de 12,11%, atendendo cerca de 1,17 milhão de unidades consumidoras.
Por fim, a Energisa Mato Grosso, que atende mais de 1,7 milhão de unidades consumidoras em 141 municípios, registrou efeito médio de 6,86% para o consumidor.
Conta de luz 
A conta de luz é um dos principais pontos de atenção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Projeções recentes da Aneel apontam uma alta média de 8% para este ano, ou seja, acima da inflação. O dado consta no boletim InfoTarifa, publicado trimestralmente pela agência.
O Executivo chegou a vislumbrar uma proposta de empréstimo para conter o impacto dos reajustes, mas a medida já nasceu com divergências dentro do próprio governo e acabou submergindo.
O g1 apurou que o custo do crédito seria, inevitavelmente, repassado aos consumidores com juros nos próximos anos e que, portanto, poderia trazer dor de cabeça futuramente.

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Guerra no Irã derruba em mais de 30% exportações brasileiras ao Golfo Pérsico https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/guerra-no-ira-derruba-em-mais-de-30-exportacoes-brasileiras-ao-golfo-persico/ Thu, 23 Apr 2026 14:35:54 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/guerra-no-ira-derruba-em-mais-de-30-exportacoes-brasileiras-ao-golfo-persico/ Veja os vídeos que estão em alta no g1 As exportações brasileiras para países do Golfo Pérsico caíram em março, em meio aos efeitos da guerra no Irã e às dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), […]]]>


Veja os vídeos que estão em alta no g1
As exportações brasileiras para países do Golfo Pérsico caíram em março, em meio aos efeitos da guerra no Irã e às dificuldades de navegação no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio mundial.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados na plataforma ComexStat, mostram que as vendas brasileiras para a região somaram US$ 537,1 milhões no mês. O valor representa uma queda de 31,47% em relação a março do ano passado.
🌊 O Golfo Pérsico reúne mercados importantes para o Brasil, como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Omã e Bahrein. A maior parte do comércio com esses países é formada por produtos do agronegócio, que representam cerca de 75% das exportações brasileiras para a região.
Isso porque a interrupção parcial do transporte marítimo afetou principalmente alimentos que dependem de embarques regulares em grande escala.
O milho praticamente deixou de ser enviado no mês, enquanto as exportações de açúcar e melaços sofreram forte retração. Outros grãos também sentiram o impacto: no caso do trigo e do centeio, não houve embarques relevantes ao Golfo Pérsico em março (veja os detalhes na tabela abaixo).

A principal explicação para a queda está na logística. Com o aumento do risco na região, companhias de navegação passaram a cobrar taxas adicionais e a adotar rotas mais longas, muitas vezes contornando o continente africano para evitar a passagem por Ormuz.
O desvio amplia o tempo de viagem e encarece o transporte.
Para analistas do mercado financeiro, episódios como o conflito no Irã mostram como fatores políticos passaram a influenciar diretamente o comércio de commodities.
“A geopolítica voltou a ditar regras no fluxo global de mercadorias”, afirma Pedro Ros, CEO da Referência Capital.
Segundo ele, tensões internacionais podem alterar rotas logísticas, pressionar custos de seguro e aumentar a volatilidade de preços, exigindo maior planejamento das empresas exportadoras.
Carnes e commodities mantêm demanda
Mesmo com a queda das exportações brasileiras ao Golfo Pérsico em março, alguns produtos mantiveram demanda e ajudaram a sustentar o fluxo comercial com a região. As carnes seguem como um dos principais pilares da pauta brasileira nesses mercados.
O frango permanece como o principal item exportado pelo Brasil ao Golfo, liderando as vendas externas tanto em 2025 quanto no início deste ano.
LEIA TAMBÉM: Conflito no Oriente Médio derruba exportações de carne bovina e de frango para a região
A carne bovina também mostrou resiliência no período, com avanço no valor exportado — movimento associado sobretudo à alta dos preços internacionais, e não necessariamente ao aumento do volume embarcado.

A relação comercial entre Brasil e Golfo, no entanto, não se limita às exportações brasileiras.
O país também depende de produtos vindos da região — especialmente fertilizantes nitrogenados, insumos essenciais para a produção agrícola. Omã, Qatar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão entre os principais fornecedores desses produtos para o mercado brasileiro.
Diante das incertezas sobre a duração do conflito e das dificuldades no transporte marítimo, empresas brasileiras passaram a antecipar compras para garantir estoques.
Não por acaso, em março, as importações de fertilizantes nitrogenados vindos desses países cresceram mais de 265%, segundo dados do MDIC.
Produção de soja e milho em Macapá – Exportação para a Guiana Francesa
Arthur Alves/PMM

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Dólar abre a R$ 4,96 com tensão no Estreito de Ormuz e petróleo em alta https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/dolar-abre-a-r-496-com-tensao-no-estreito-de-ormuz-e-petroleo-em-alta/ Thu, 23 Apr 2026 12:11:01 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/dolar-abre-a-r-496-com-tensao-no-estreito-de-ormuz-e-petroleo-em-alta/ Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (23) em queda, recuando 0,13% às 9h, cotado a R$ 4,9635. Já o Ibovespa, principal índica da bolsa brasileira, abre às 10h. A tensão no Oriente Médio voltou a ganhar destaque após novos episódios envolvendo embarcações comerciais […]]]>


Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (23) em queda, recuando 0,13% às 9h, cotado a R$ 4,9635. Já o Ibovespa, principal índica da bolsa brasileira, abre às 10h.
A tensão no Oriente Médio voltou a ganhar destaque após novos episódios envolvendo embarcações comerciais no Estreito de Ormuz. O movimento ocorre em meio a sinais de força militar na região e enquanto investidores acompanham também a divulgação de indicadores econômicos nos Estados Unidos.
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▶ A Guarda Revolucionária do Irã apreendeu dois navios de carga e realizou disparos contra uma terceira embarcação no Estreito de Ormuz, em mais um episódio de demonstração de poder na região. Ao mesmo tempo, a Marinha dos Estados Unidos afirmou ter forçado 27 navios a recuar após um bloqueio imposto aos portos iranianos.
🔎 O fechamento do canal, que completou dez dias nesta quarta-feira, continua a trazer preocupações sobre a oferta da commodity e seus eventuais impactos na inflação mundial. Por volta das 8h45 (horário de Brasília), o Brent avançava 0,97%, negociado a US$ 102,81 por barril.
▶ No campo dos indicadores econômicos, os EUA divulgam nesta quinta-feira os dados semanais de pedidos de auxílio-desemprego, com expectativa de cerca de 210 mil solicitações na última semana. Ainda ao longo da manhã, também estão previstos os números de exportação de grãos do país.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,19%;
Acumulado do mês: -3,95%;
Acumulado do ano: -9,38%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: -1,45%;
Acumulado do mês: +2,89%;
Acumulado do ano: +19,71%.
Cessar-fogo com Irã
Em meio à guerra no Oriente Médio, os EUA decidiram estender por tempo indeterminado o cessar-fogo com o Irã. A medida, anunciada por Donald Trump, atende a um pedido do primeiro-ministro do Paquistão, que tenta mediar uma saída diplomática para o conflito.
🔎A trégua, que estava prestes a expirar, foi mantida até que o governo iraniano apresente uma proposta unificada para avançar nas negociações de paz.
Apesar da suspensão dos ataques diretos, o cenário segue longe de uma desescalada. Washington manteve o bloqueio naval no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o transporte global de petróleo — decisão vista por Teerã como provocação e continuidade das hostilidades.
Autoridades iranianas reagiram com desconfiança, indicando que a prorrogação do cessar-fogo pode ser apenas uma manobra tática dos EUA. Como resposta, o Irã sinalizou que não pretende reabrir o estreito enquanto a restrição americana continuar em vigor.
As negociações também enfrentam impasses. Uma nova rodada de conversas foi adiada diante da falta de resposta iraniana, ampliando a incerteza sobre um possível acordo.
Ao mesmo tempo, Trump lida com desgaste interno, com sua taxa de aprovação girando em torno de 36%, pressionado pela condução da guerra.
Nesse contexto de tensão, novos episódios agravaram o quadro. O Irã afirmou ter apreendido dois navios comerciais no Estreito de Ormuz, sob a justificativa de que navegavam sem autorização e comprometiam a segurança da região. Uma das embarcações foi associada a Israel.
Além disso, ao menos três navios foram alvo de ataques nas proximidades, segundo autoridades marítimas internacionais. Apesar dos danos, não houve vítimas.
Escala 6×1
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados também pode votar nesta quarta-feira um parecer favorável ao avanço das propostas que preveem o fim da escala 6×1.
Se aprovadas, as PECs seguem para uma Comissão Especial e depois para o plenário, antes de irem ao Senado.
👩‍🏭🧑‍🏭Atualmente, existem mais de uma proposta na Câmara que alteram a jornada de trabalho no Brasil, fixada na maioria dos casos em 44 horas semanais. Em fevereiro, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB) determinou que as propostas da deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) passassem a tramitar juntas (veja mais detalhes abaixo).
Paralelamente à tramitação das PECs, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu enviar um projeto de lei próprio sobre o mesmo assunto.
A avaliação do governo é a de que a aprovação de um projeto de lei é mais fácil, já que demanda menos votos para ser aprovado e tem tramitação mais curta.
🔎Uma PEC precisa de aval de ao menos 308 deputados, enquanto um projeto de lei depende apenas da maioria dos presentes no momento da votação.
Mercados globais
Nos EUA, as bolsas em Wall Street operam em leve alta. Por volta das 13h25 (horário de Brasília), Dow Jones subia 0,64%, enquanto o S&P 500 avançava 0,78%. Já o Nasdaq registrava ganho de 1,25%.
Na Europa, o movimento foi mais contido. O índice STOXX 600 fechou em queda de 0,35%, aos 613,88 pontos.
Em Paris, o CAC 40 caiu 0,96%, enquanto o DAX, da Alemanha, recuou 0,25%. O FTSE 100, de Londres, fechou em queda de 0,21%.
Na Ásia, o desempenho foi misto.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 1,22%, aos 26.163 pontos. Já na China continental, os índices fecharam em alta: o SSEC, de Xangai, subiu 0,52%, aos 4.106 pontos, e o CSI300 avançou 0,66%, aos 4.799 pontos.
No Japão, o Nikkei ganhou 0,4%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, avançou 0,46%.
Notas de real e dólar
Amanda Perobelli/ Reuters

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Caso Master: Mendonça não conta com delações para avançar em investigações do esquema https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/caso-master-mendonca-nao-conta-com-delacoes-para-avancar-em-investigacoes-do-esquema/ Thu, 23 Apr 2026 02:05:37 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/caso-master-mendonca-nao-conta-com-delacoes-para-avancar-em-investigacoes-do-esquema/ Caso Master: Mendonça não conta com delações para avanço das investigações neste momento O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, tem hoje baixa expectativa de que delações premiadas possam trazer elementos novos às investigações e sequer conta com a possibilidade de que as colaborações sejam fechadas. A […]]]>


Caso Master: Mendonça não conta com delações para avanço das investigações neste momento
O gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso Master, tem hoje baixa expectativa de que delações premiadas possam trazer elementos novos às investigações e sequer conta com a possibilidade de que as colaborações sejam fechadas.
A informação tem sido dada pelo próprio André Mendonça a advogados de nomes investigados que o procuram.
Enquanto isso, Daniel Vorcaro, dono do banco, e outros nomes investigados tentam reunir elementos para propor as colaborações, uma estratégia de defesa que visa menor tempo de prisão e liberação de bens aos envolvidos.
Os investigadores da PF e a própria equipe de Mendonça que trabalham no caso – hoje são três assessores do gabinete do relator que trabalham com exclusividade no caso Master – acreditam que as provas colhidas e em análise, além de novas frentes da investigação, são suficientes para fazer avançar o caso.
Banco Master.
Reprodução/TV Globo
Além disso, há uma visão de que as delações são do interesse da defesa. Uma fonte a par do trabalho resume o pensamento do grupo ao dizer que “não é possível ficar esperando por uma delação”.
Parte do material apreendido desde ano passado ainda está em análise – como o primeiro celular de Vorcaro, apreendido em outubro de 2025 e que ainda não teve seu conteúdo de quatro terabytes ainda analisada por completo.
A equipe que trabalha no caso tem um foco especial hoje em um nome dentre todos os citados na investigação: o de Daniel Monteiro, advogado de Vorcaro e considerado o arquiteto da estratégia de distribuição e ocultação de recursos do então chefe e dono do banco.
A PF conseguiu entrar no celular de Monteiro recentemente e acredita que as informações ali contidas vão ajudar no avanço das investigações.
Outra convicção da equipe que acompanha a investigação é de que o trabalho ainda levará muitos meses e tem grandes chances de avançar por 2027.

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Empresas de Elon Musk compram 1,3 mil Cybertrucks e inflam vendas da Tesla nos EUA https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/empresas-de-elon-musk-compram-13-mil-cybertrucks-e-inflam-vendas-da-tesla-nos-eua/ Wed, 22 Apr 2026 20:04:57 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/empresas-de-elon-musk-compram-13-mil-cybertrucks-e-inflam-vendas-da-tesla-nos-eua/ Tesla Cybertruck 2026 Divulgação Um levantamento da S&P Global Mobility, revelados pela Bloomberg, mostra que empresas do bilionário Elon Musk compraram unidades da Tesla Cybertruck em 2025, inflando o número de vendas da picape nos Estados Unidos artificialmente. A SpaceX comprou 1.279 unidades da Cybertruck no último trimestre de 2025. Outras empresas ligadas a Musk […]]]>


Tesla Cybertruck 2026
Divulgação
Um levantamento da S&P Global Mobility, revelados pela Bloomberg, mostra que empresas do bilionário Elon Musk compraram unidades da Tesla Cybertruck em 2025, inflando o número de vendas da picape nos Estados Unidos artificialmente.
A SpaceX comprou 1.279 unidades da Cybertruck no último trimestre de 2025. Outras empresas ligadas a Musk adquiriram mais 60 picapes no mesmo período.
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Sem essas compras, a Cybertruck teria registrado uma queda de 51% nas vendas nos três últimos meses do ano passado.
O levantamento estima que a operação tenha custado mais de US$ 100 milhões. Esse volume de compra representa cerca de 18% de todas as Cybertrucks vendidas nos Estados Unidos.
A estratégia deve continuar em 2026. De acordo com a Bloomberg, empresas de Elon Musk seguem encomendando picapes, com vendas registradas em janeiro e fevereiro.
Musk lançou o Tesla Cybertruck em 2019
Getty Images via BBC
BYD ultrapassa Tesla
Esse é apenas mais um episódio em uma sequência de resultados negativos da Tesla, especialmente no desempenho da Cybertruck. Em fevereiro, a montadora anunciou uma versão mais barata da picape, com preço de US$ 59.990. A meta era alavancar as vendas.
Antes disso, a opção de entrada da Cybertruck nos Estados Unidos custava US$ 79.990. A empresa também reduziu, na mesma época, o valor da versão mais cara, a Cyberbeast, que passou de US$ 114.990 para US$ 99.990.
Com 1,64 milhão de veículos emplacados em 2025, a Tesla registrou uma queda de 9% e perdeu o posto de maior fabricante de carros elétricos do mundo. A BYD assumiu a liderança, com 2,26 milhões de veículos eletrificados vendidos no ano passado.
Tesla Cybertruck no Brasil
No Brasil, a Tesla não tem operação oficial, mas o g1 mostrou que é possível importar a Cybertruck de forma independente por cerca de R$ 1 milhão.
Esses veículos chegam ao país por meio da importação independente, que permite que pessoas e empresas tragam carros sem intermediação das montadoras. Mesmo assim, é necessário ficar atento às regras e às exigências previstas na legislação brasileira.
g1 testou: a primeira Tesla Cybertruck que veio para o Brasil

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Usar o celular enquanto carrega é perigoso? Veja em quais situações é preciso ter cuidado https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/usar-o-celular-enquanto-carrega-e-perigoso-veja-em-quais-situacoes-e-preciso-ter-cuidado/ Wed, 22 Apr 2026 16:19:00 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/usar-o-celular-enquanto-carrega-e-perigoso-veja-em-quais-situacoes-e-preciso-ter-cuidado/ Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando Quem nunca usou o celular enquanto ele estava na tomada, carregando? A prática é comum e traz poucos riscos, principalmente se for para responder uma mensagem ou checar algo rapidamente. Usar junto com um powerbank (carregador portátil) também é seguro, desde que ele seja certificado. Existem […]]]>


Como um celular pode explodir mesmo sem estar carregando
Quem nunca usou o celular enquanto ele estava na tomada, carregando? A prática é comum e traz poucos riscos, principalmente se for para responder uma mensagem ou checar algo rapidamente. Usar junto com um powerbank (carregador portátil) também é seguro, desde que ele seja certificado.
Existem algumas situações em que é preciso ter mais de cuidado, como em momentos de chuva. Também uma boa ideia sempre optar por cabos e fontes originais para evitar risco à vida, por exemplo.
Veja mais detalhes abaixo:
Como se proteger ao usar o celular enquanto ele carrega
Daniel Ivanaskas/Arte g1
1. Tire o celular da tomada durante chuvas fortes e de longa duração
Durante tempestades, é possível que um raio atinja a rede elétrica da casa, gerando uma grande tensão que pode chegar até o celular. Há risco de choque se alguém estiver usando o telefone.
Por isso, evite usar o aparelho conectado na tomada durante chuvas.
2. Use carregador e cabos originais
Os carregadores originais dos smartphones e outros produtos eletrônicos passam pela certificação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e contam com um selo.
Eles possuem componentes mantém uma tensão muito baixa para dar choque. É a opção mais segura para carregar o aparelho em qualquer circustância.
Carregadores paralelos que não são certificados ou recomendados pelas próprias fabricantes podem não ter alguns itens de segurança, além de possivelmente passarem mais carga do que o recomendado.
Evite ainda o uso de adaptadores e muito cuidado com tomadas com mau contato.
LEIA MAIS: 10 coisas que você talvez não saiba sobre o Google
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3. Bateria também original
É importante também que a bateria instalada no aparelho seja original. Versões paralelas não passam pelas certificações de segurança.
Fique atento com a expansão da bateria – se reparar que o celular está “inchado” ou que alguma parte da tela levantou, deixe de usar o telefone e o leve até uma assistência técnica. Os componentes químicos da bateria podem vazar e causar até explosões.
Fique de olho também na temperatura: se o aparelho estiver esquentando mais do que o normal, procure um especialista.
4. Não deixe o celular carregando debaixo de um travesseiro
É muito importante nunca abafar o celular enquanto ele estiver carregamento. Por isso, não deixe o aparelho de baixo de um travesseiro, cobertor ou até mesmo do seu corpo enquanto ele estiver na tomada.
Isso porque o aparelho naturalmente esquenta durante a carga e se não tiver ventilação adequada, pode superaquecer e causar problemas na bateria que geram risco à vida, como explosões.
Quando for dormir, deixe o aparelho longe de você e de objetos inflamáveis. É importante que você não seja pego de surpresa ou que corra grandes riscos caso ocorra um incêndio, por exemplo. São casos raros, mas a precaução é chave.
5. Em caso de telefonema, desconecte o celular do carregador
Caso aconteça algum acidente e o aparelho sofra uma descarga elétrica, ele não estará perto do seu rosto. Também é uma boa ideia não usar fones de ouvido com fio durante o carregamento.
6. Não carregue o celular em locais úmidos, como banheiro
Para evitar choques, não coloque o telefone para carregar em locais úmidos, como próximo a uma pia, banheira ou chuveiro. Também é importante não conectar ou desconectar o carregador com as mãos molhadas.
7. Se o aparelho estiver na tomada, procure usar calçado de borracha
A borracha é um material isolante e pode proteger de eventuais choques elétricos.
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‘Irei lembrar das empresas que não pedirem’, diz Trump sobre reembolso do tarifaço https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/irei-lembrar-das-empresas-que-nao-pedirem-diz-trump-sobre-reembolso-do-tarifaco/ Tue, 21 Apr 2026 13:40:54 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/irei-lembrar-das-empresas-que-nao-pedirem-diz-trump-sobre-reembolso-do-tarifaco/ O presidente Donald Trump ouve discursos antes de assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, no sábado, 18 de abril de 2026, em Washington. AP/Julia Demaree Nikhinson O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai lembrar das empresas que não pedirem reembolso dos valores pagos durante o tarifaço. A declaração foi […]]]>


O presidente Donald Trump ouve discursos antes de assinar uma ordem executiva no Salão Oval da Casa Branca, no sábado, 18 de abril de 2026, em Washington.
AP/Julia Demaree Nikhinson
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que vai lembrar das empresas que não pedirem reembolso dos valores pagos durante o tarifaço. A declaração foi feita em entrevista à rede norte-americana CNBC.
“Seria ótimo se as empresas não solicitassem reembolsos”, disse ainda.
Segundo Trump, as tarifas acabariam significando “números maiores” para os Estados Unidos em termos monetários, mas acrescentou que o sistema seria “um pouco mais difícil de gerir”.
O novo sistema para pedidos de reembolso das tarifas entrou em vigor na segunda-feira (20) para empresários americanos. A estimativa é que as devoluções alcancem até US$ 166 bilhões (R$ 824,9 bilhões).
Veja os vídeos que estão em alta no g1
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Em um processo judicial divulgado na última terça-feira (14), a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês) afirmou que havia concluído o desenvolvimento da fase inicial do sistema de restituição, conhecido como CAPE.
O sistema vai consolidar os reembolsos, de modo que os importadores recebam um único pagamento eletrônico — com juros, quando aplicável — em vez de pagamentos separados para cada importação.
Até 9 de abril, cerca de 56.497 importadores haviam concluído as etapas necessárias para receber reembolsos eletrônicos, em um valor total de US$ 127 bilhões (R$ 631,1 bilhões), segundo as autoridades alfandegárias americanas. Esse montante corresponde a cerca de 76% do total elegível para reembolso.
Mais de 330 mil importadores pagaram as tarifas em questão em 53 milhões de remessas de produtos, de acordo com registros do tribunal.
O lançamento do sistema de reembolso é mais um capítulo de uma longa disputa em torno das tarifas comerciais cobradas no ano passado, parte do esforço do presidente americano para reestruturar as relações comerciais dos EUA com quase todos os países do mundo.
Em fevereiro, a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as tarifas de Trump, ao considerar que o presidente extrapolou sua autoridade ao impor as taxas com base em uma lei voltada a situações de emergência nacional.
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Erro de empresas no preenchimento leva trabalhadores à malha fina

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Governo federal diz que continuará adotando medidas para aumentar arrecadação e cumprir metas fiscais https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/governo-federal-diz-que-continuara-adotando-medidas-para-aumentar-arrecadacao-e-cumprir-metas-fiscais/ Tue, 21 Apr 2026 09:39:49 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/governo-federal-diz-que-continuara-adotando-medidas-para-aumentar-arrecadacao-e-cumprir-metas-fiscais/ Governo apresenta o projeto que define metas e prioridades para o orçamento de 2027 A equipe econômica informou que medidas voltadas à “recuperação da base arrecadatória” continuarão sendo adotadas para atingir as metas para as contas públicas dos próximos anos. A informação consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado nesta […]]]>


Governo apresenta o projeto que define metas e prioridades para o orçamento de 2027
A equipe econômica informou que medidas voltadas à “recuperação da base arrecadatória” continuarão sendo adotadas para atingir as metas para as contas públicas dos próximos anos.
A informação consta no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, encaminhado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.
📈 No projeto, entre outras previsões, o governo federal estima que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com pagamento a partir de fevereiro.
O objetivo das medidas, segundo o governo, é garantir uma “contínua e gradual” recomposição do superávit das contas públicas que favoreça a estabilização da trajetória da dívida no médio prazo.

Reprodução/Pixabay
O governo informou que busca que as contas retornem ao azul em 2027, após projetar rombo em todo o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A meta proposta é de um resultado positivo de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB), o equivalente a R$ 73,2 bilhões.
Com uma banda de tolerância de 0,25 ponto percentual para cima ou para baixo – ou seja, o superávit pode variar entre R$ 36,6 bilhões e R$ 109,8 bilhões.
Além disso, R$ 65,7 bilhões de gastos governo com precatórios (sentenças judiciais) e com projetos na área de defesa, saúde e educação podem ficar de fora da regra.
Na prática, portanto, o governo vai poder ter um déficit primário de até R$ 29,1 bilhões sem que a meta seja formalmente descumprida.
Mas a equipe econômica projeta um resultado positivo de R$ 8 bilhões em 2027 porque não prevê o abatimento integral dos precatórios na meta fiscal.
“No intuito de conter a evolução do endividamento público em relação ao PIB, o governo federal continuará adotando ações voltadas à recomposição das receitas, reduzindo ou eliminando incentivos fiscais [benefícios para regiões e setores da economia] que não geram os resultados econômicos e sociais esperados e buscando uma maior progressividade tributária [impostos mais altos para quem ganha mais]”, diz a equipe econômica.
Nos três primeiros anos do mandato do presidente Lula, o governo elevou uma série de tributos para melhorar a arrecadação mas, mesmo assim, não conseguiu retomar o saldo positivo em suas contas.
Carga tributária no Brasil atinge o nível mais alto em 15 anos
Jornal Nacional/ Reprodução
Lembre algumas medidas adotadas:
Tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);
Audanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
Aumento de impostos sobre combustíveis feito em 2023 e mantido desde então;
Imposto sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas);
Reoneração gradual da folha de pagamentos;
Fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
Aumento do IOF sobre crédito e câmbio
Imposto sobre bets;
Alta no imposto de importação de mais de mil produtos.
Por conta dos aumentos de tributos nos últimos anos, a Receita Federal informou que a carga tributária – ou seja, a proporção entre os impostos pagos e a riqueza total do país – cresceu em 2024 e bateu recorde, atingindo o maior nível em mais de duas décadas.
Já o Tesouro Nacional estimou recentemente que a carga tributária voltou a subir no ano passado, atingindo 32,4% do Produto Interno Bruto (PIB). Esse aumento está relacionado, quase em sua totalidade, com a elevação do peso dos tributos do governo federal.

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Diploma na mão, mas trabalho fora da área: como a falta de vagas tem levado jovens ao subemprego nos EUA https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/diploma-na-mao-mas-trabalho-fora-da-area-como-a-falta-de-vagas-tem-levado-jovens-ao-subemprego-nos-eua/ Tue, 21 Apr 2026 06:48:50 +0000 https://ideconbackup.institutoidecon.com.br/diploma-na-mao-mas-trabalho-fora-da-area-como-a-falta-de-vagas-tem-levado-jovens-ao-subemprego-nos-eua/ Nos EUA, falta de vagas empurra jovens com diploma para trabalhos em lojas, bares e serviços Freepik Jovens americanos seguiram o roteiro esperado: entraram na universidade, assumiram dívidas, passaram anos entre provas e trabalhos e saíram com um diploma nas mãos. Ainda assim, para muitos, o início da vida profissional está longe do que imaginaram. […]]]>


Nos EUA, falta de vagas empurra jovens com diploma para trabalhos em lojas, bares e serviços
Freepik
Jovens americanos seguiram o roteiro esperado: entraram na universidade, assumiram dívidas, passaram anos entre provas e trabalhos e saíram com um diploma nas mãos. Ainda assim, para muitos, o início da vida profissional está longe do que imaginaram.
Em vez de atuar na área de formação, muitos acabam atendendo clientes em lojas, preparando cafés ou aceitando trabalhos temporários para pagar as contas.
Uma reportagem da Bloomberg mostra que esse cenário está longe de ser pontual. Em dezembro de 2025, quase 43% dos americanos entre 22 e 27 anos com ensino superior estavam subempregados, ou seja, em ocupações que não exigem diploma.
O dado é da distrital do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) de Nova York, e representa o nível mais alto desde o início da pandemia, além de um salto de mais de três pontos percentuais em apenas um ano.
Veja os vídeos em alta no g1
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Embora a taxa ainda esteja abaixo do pico registrado na Grande Recessão, o ritmo recente de crescimento acende um alerta, segundo a Bloomberg.
Por trás desse movimento, há um desequilíbrio que vem se acumulando ao longo dos anos. Dados da Lightcast mostram que, entre 2004 e 2024, o número de pessoas que concluíram o ensino superior nos Estados Unidos cresceu 54%. No mesmo período, as vagas de nível inicial avançaram bem menos, cerca de 42%.
Na prática, isso significa mais pessoas qualificadas disputando um número proporcionalmente menor de oportunidades compatíveis com a própria formação.
O problema não se resume à quantidade de vagas. Em 22 das 35 áreas analisadas, a relação entre empregos de entrada e número de formados piorou nas últimas duas décadas.
“Nunca vimos tantas mudanças simultâneas e nessa velocidade. Esta é a primeira vez que o caminho da educação para o emprego está, de certa forma, interrompido”, afirmou Elena Magrini, da Lightcast, em entrevista à Bloomberg.
A inteligência artificial entra nessa equação, mas não explica tudo. Estudos de pesquisadores da Universidade Stanford e da Universidade Harvard indicam que setores como desenvolvimento de software, atendimento ao cliente e marketing já vinham reduzindo contratações de iniciantes à medida que ferramentas de IA se tornaram mais comuns.
Ao mesmo tempo, outros fatores ajudam a compor esse cenário. Juros elevados, mudanças nas políticas comerciais e menor rotatividade nas empresas têm reduzido a abertura de vagas para quem está começando.
“Em um mercado de trabalho competitivo, os empregadores conseguem encontrar profissionais mais experientes para preencher vagas de nível júnior”, disse Shawn VanDerziel, da Associação Nacional de Faculdades e Empregadores, à Bloomberg. “E a inteligência artificial fez com que muitos repensassem um pouco as contratações.”
A reportagem também aponta um desalinhamento entre o que as universidades formam e o que o mercado demanda. Na área da saúde, por exemplo, havia cerca de 1,9 milhão de vagas de entrada em 2024, enquanto o número de formados cresceu apenas 5% na última década, segundo dados da Lightcast.
Já em ciência da computação, o movimento foi o oposto. O número de graduados aumentou 110% no período, mas as vagas cresceram apenas cerca de 6%.
Empresas como Amazon, Atlassian e Block chegaram a citar a inteligência artificial ao anunciar demissões recentes. Ainda assim, um relatório da Forrester indica que muitos desses cortes tiveram origem em questões financeiras, em um movimento que a consultoria descreve como uma espécie de “lavagem de imagem com IA”.
No meio dessa transformação estão histórias como a de Cody Viscardis, de 29 anos. Formado em ciência da computação em 2023, ele enviou quase mil currículos e conseguiu apenas seis entrevistas, todas para vagas com salários iniciais em torno de US$ 60 mil por ano. Diante da dificuldade, acabou aceitando um trabalho como eletricista.
Hoje, pode ganhar até US$ 63 por hora, mas continua tentando migrar para a área em que se formou.
“A faculdade deveria, no mínimo, garantir um emprego decente”, afirmou à Bloomberg. “Eu esperava não continuar nesse ciclo de ser forçado a trabalhar na construção civil.”
Mesmo com jornadas que chegam a 60 horas semanais, ele segue fazendo cursos online para tentar uma recolocação em tecnologia.
A Bloomberg destaca que momentos como esse não são inéditos. Jovens costumam ser os mais afetados em períodos de transição econômica ou tecnológica, como ocorreu nos anos 1990 e após a crise financeira de 2008.
Há, porém, algum alívio possível. Estudos citados pela reportagem indicam que muitos conseguem, com o tempo, migrar para funções compatíveis com a formação, geralmente em até cinco anos.
“Não é incomum que recém-formados tenham dificuldade em encontrar um emprego que exija formação superior ao ingressarem no mercado de trabalho”, disse Jaison Abel, do Fed de Nova York, à Bloomberg. “Para muitos, trabalhar em um emprego que não exige diploma é apenas uma fase.”
Ainda assim, o cenário atual reforça uma mudança importante. Ter um diploma, por si só, já não garante mais um lugar no mercado, especialmente no início da carreira.

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