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Em reunião com indústria, Bolsonaro recebe lista com 44 propostas para retomada do setor

Evento foi organizado pela CNI. Presidente da entidade apontou encolhimento da indústria nacional e pediu medidas para reduzir inflação e juros e para retomada dos investimentos. O presidente Jair Bolsonaro se reuniu nesta terça-feira (7) com empresários da indústria e recebeu uma lista com 44 pedidos de medidas para a retomada do setor em 2022. O encontro foi organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Além do presidente, estavam presentes os ministros Paulo Guedes (Economia), Carlos França (Relações Exteriores), Tarcísio Freitas (Infraestrutura) e Walter Braga Netto (Defesa).
O presidente da CNI, Robson Braga, afirmou durante o evento que a indústria de transformação brasileira encolheu, em média, 1,6% ao ano nos últimos 10 anos, perdendo espaço no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e na produção mundial.
Ele defendeu a aprovação de reformas pelo Congresso, entre elas a tributária, além da adoção pelo governo de medidas para promover a estabilidade, o controle da inflação, a queda nos juros e a retomada dos investimentos no país.
“As disfunções enfrentadas diariamente pelas empresas afetam com mais intensidade os fabricantes de bens de capital e de produtos de consumo duráveis, que são segmentos dinâmicos, de maior complexidade tecnológica e com impacto significativo sobre a produtividade e no emprego”, afirmou.
Entre as propostas defendidas pela indústria e entregues a Bolsonaro estão:
Fortalecer o financiamento público às exportações;
Regulamentar a Nova Lei do Gás Natural;
Privatizar as administrações portuárias públicas;
Implementar o Sistema de Rastreabilidade da Madeira e a Plataforma Pau-Brasil;
Acelerar a conclusão e a internalização de acordos comerciais;
Autorizar o trabalho aos domingos e feriados para todas as atividades industriais;
Instituir programa de parcelamento de débitos com a União;
Fazer a reforma administrativa e regulamentar o teto remuneratório dos servidores;
Bolsonaro fez um discurso e disse que os empresários não devem “nenhum favor” ao governo, mas o contrário.
O presidente afirmou ainda que “é duro ser patrão no Brasil” e quem “cria realmente a massa de empregados que gera riqueza no país” são os empresários.
“Quem cria realmente a massa de empregados que gera riqueza no país são vocês. Qual a nossa obrigação? Ajuda vocês. Não atrapalhar vocês em primeiro lugar”, disse o presidente.

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