Na terça-feira (26), a moeda norte-americana disparou mais de 2% e fechou a R$ 4,99. Notas de dólar
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Gary Cameron/Reuters
O dólar opera novamente em alta nesta quarta-feira (28), voltando a superar o patamar de R$ 5, com os investidores monitorando os impactos econômicos da guerra na Ucrânia e dados da inflação no país.
Às 9h17 a moeda norte-americana subia 0,29%, vendida a R$ 5,0048. Na máxima até o momento chegou a R$ 5,0198. Veja mais cotações.
Na terça-feira, a moeda fechou em alta de 2,35%, a R$ 4,9901 – maior valor de fechamento desde 18 de março (R$ 5,0157), última vez que encerrou acima de 5 reais. Com o resultado, passou a acumular alta de 4,85% no mês, mas mantém queda no ano, de 10,49%.
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Os mercados globais seguem guiados nos últimos dias pelas preocupações com os impactos das restrições de combate ao coronavírus na China e pelas apostas de uma alta maior dos juros nos EUA em razão da disparada da inflação em todo o mundo.
O presidente do Fed, Jerome Powell, declarou na semana passada que um aumento de meio ponto percentual na taxa básica “está sobre a mesa” na próxima reunião do banco central americano no início de maio.
Juros mais altos nos EUA elevam a atratividade de se investir na extremamente segura renda fixa norte-americana, o que tende a aumentar o ingresso de recursos na maior economia do mundo e, consequentemente, valorizar o dólar frente a outras moedas.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou na terça-feira para riscos ‘estagflacionários’ na Ásia, dizendo que a guerra na Ucrânia, o aumento nos custos das commodities e uma desaceleração na China criam incerteza significativa.
Por aqui, o IBGE divulgou que a O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – considerado uma prévia da inflação oficial do país – ficou em 1,73% em abril, a maior taxa para o mês desde 1995, quando ficou em 1,95%. Com o resultado, a taxa bateu 12,03% em 12 meses.
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