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Distribuidoras preveem desconto de R$ 1,62 bilhão na conta de luz para quem poupou energia

Crédito deve ser pago na fatura referente ao mês de janeiro. Programa que dá desconto na conta de luz foi lançado pelo governo em agosto, devido à crise energética. As distribuidoras de energia preveem dar desconto de R$ 1,62 bilhão nas contas de luz dos consumidores residenciais e de pequenos negócios que reduziram o consumo de energia no ano passado. O crédito deve ser pago na fatura referente ao mês de janeiro.
O valor consta em ofício da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee) enviado à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e obtido pelo g1. Oficialmente, a Aneel diz que ainda não tem a informação do valor total a ser creditado.
O programa que dá desconto na conta de luz foi lançado pelo governo em agosto, devido à crise energética. O objetivo foi incentivar o consumidor a reduzir, voluntariamente, o consumo de energia.
Pelas regras do programa, ganhará o bônus quem tiver diminuído o consumo de energia entre setembro e dezembro em, no mínimo, 10% em relação ao mesmo período de 2020. O desconto vai valer até uma redução de 20%.
O abatimento será de R$ 0,50 por cada quilowatt-hora (kWh) do volume de energia economizado dentro da meta de 10% a 20%.
VÍDEO: como economizar na conta de luz
Pagamento
Segundo a Aneel, o crédito deve ser pago através de bônus na fatura referente a janeiro de 2022. Se o valor do desconto superar a própria fatura, o saldo será jogado para as contas subsequentes.
Já na fatura referente ao mês de dezembro, as distribuidoras devem informar o bônus ao qual o consumidor faz jus (em R$), segundo a Aneel. Caso o consumidor não tenha atingido a meta de redução, não é necessário informar.
“Entretanto, a data de recebimento dessas faturas [de dezembro] varia conforme a distribuidora. Alguns consumidores já podem tê-la recebido, enquanto outros receberão em 2022”, esclarece a agência.
Os casos em que as distribuidoras não cumpriram essa obrigação serão apurados pela Aneel, que adotará as ações cabíveis.
Próprio consumidor paga a conta
Apesar do desconto na fatura de janeiro, os recursos para bancar o programa vão sair do Encargo de Serviços do Sistema (ESS), taxa que já é cobrada nas tarifas de energia de todos os consumidores.
O governo e a Aneel ainda não informaram quando e por quanto tempo o ESS vai subir.
Distribuidoras
No ofício obtido pelo g1, o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira, pediu à Aneel a postergação de um encargo a ser pago mensalmente pelas distribuidoras de energia até que o novo empréstimo ao setor saia.
Em dezembro, o governo editou uma medida provisória (MP) para dar suporte legal a um novo empréstimo às distribuidoras de energia para cobrir os custos extras gerados com a crise energética. Porém, o detalhamento do financiamento ficou para decreto presidencial, o que ainda não saiu. Já a regulamentação ficará a cargo da Aneel, que aguarda o decreto.
No ofício, Madureira diz que as distribuidoras de energia apontaram “gravíssima insuficiência de recursos em montantes superiores a R$ 20 bilhões de Reais”. Por isso, solicitou a Aneel a postergação de um encargo a ser pago pelas distribuidoras.
O pedido não foi atendido de forma cautelar (urgente), mas o processo ainda aguarda decisão da diretoria colegiada.

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