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Crise hídrica: com melhora nos reservatórios, comitê reduz contratação de termelétricas

Geração de energia por térmicas será limitada a 10 mil MW médios em fevereiro. Medida tenta aliviar custo médio da energia, mas não deve ter efeito imediato para o consumidor. O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) decidiu, em reunião nesta quarta-feira (2), reduzir a geração de energia por usinas termelétricas em fevereiro. A decisão se baseia na melhora nos níveis dos reservatórios com o aumento das chuvas em janeiro nas regiões Sudeste, Nordeste e Norte.
De acordo com o comitê, o nível dos reservatórios do Sistema Interligado Nacional (SIN) atingiu 49,4% em janeiro. Ao final de fevereiro, o nível deve ficar entre 55,2% e 60,6% — pelo menos quinze pontos percentuais acima dos 38,3% registrados no mesmo mês do ano passado.
Para enfrentar a escassez hídrica, desde outubro de 2020 o governo contrata energia gerada por usinas termelétricas – mais caras e poluentes – para poupar água dos reservatórios das hidrelétricas. Como consequência, a tarifa para os consumidores aumentou.
Para tentar reduzir o custo da energia, o comitê decidiu limitar a contratação das termelétricas e a eventual importação de energia do Uruguai e Argentina a 10 mil MW médios.
Só poderão ser contratadas usinas que possuírem Custo Variável Unitário (CVU) de até R$ 600 por MWh — preço necessário para cobrir todos os custos operacionais da termelétrica.
Chuvas melhoram níveis dos reservatórios, mas luz continua cara
Bandeira mais cara se mantém
Apesar disso, a medida não deve trazer reflexos imediatos para o consumidor, que deve continuar pagando até abril a bandeira tarifária de escassez hídrica, a mais cara do sistema.
Criada para fazer frente ao custo mais alto da energia, a bandeira de escassez hídrica estabelece uma cobrança adicional à conta de luz de R$ 14,20 a cada 100 kWh consumidos. A exceção são as famílias de baixa renda, enquadradas na Tarifa Social, que estão sem cobrança extra desde dezembro.
Em dezembro do ano passado, o CMSE deliberou que a geração térmica total não poderia ser superior a 15 mil megawatts (MW) médios. Até então, não havia limite e o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) podia acionar a quantidade necessária para garantir o fornecimento de energia ao país.
Em janeiro deste ano, além de restringir a quantidade total de energia térmica que poderia ser despachada, o comitê definiu um custo variável unitário para contratação.
Só poderiam ser acionadas usinas com custo variável de até R$ 1.000 por MWh, salvo em caso de necessidade como “indisponibilidades forçadas de equipamentos”.

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