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Agência Fitch coloca grupo imobiliário chinês Evergrande em situação de ‘calote restrito’

O grupo deveria ter feito um pagamento de US$ 82,5 milhões nesta semana, para o qual tinha um período de carência de um mês, que terminou na terça-feira (7). Prédio da incorporadora Evergrande no centro de Hong Kong, em imagem de arquivo
Bobby Yip/Reuters
O grupo imobiliário chinês Evergrande, com uma dívida milionária e cuja saúde financeira preocupa os mercados, foi colocado em situação de “default restrito” (RD – calote ou suspensão de pagamentos) pela agência de classificação de risco Fitch.
Em 6 de novembro, o grupo deveria ter feito um pagamento de US$ 82,5 milhões, para o qual tinha um período de carência de um mês, que terminou na terça-feira.
As ações do China Evergrande Group atingiram uma mínima recorde na quarta-feira, depois que o fracasso no cumprimento de um prazo para pagamento de dívida. A ação desceu a 1,72 dólar de Hong Kong, menor valor desde a estreia na bolsa, em novembro de 2009.
BC da China afirma que risco da Evergrande é ‘controlável’
Até agora, qualquer colapso da Evergrande foi amplamente contido, e, com os formuladores de política econômica mais ativos e os mercados mais familiarizados com o problema, é menos provável que as consequências de seus problemas se espalhem, destaca a agência Reuters.
O fracasso da Evergrande em fazer 82,5 milhões de dólares em pagamentos de juros com vencimento em 6 de novembro de alguns títulos em dólares norte-americanos geraria um default cruzado de seus cerca de 19 bilhões de dólares em títulos internacionais, com possíveis ramificações na economia da China e além.
Embora o período de carência de 30 dias para o pagamento do título de US$ 82,5 milhões tenha acabado, a Evergrande não anunciou até o momento um calote formal dos pagamentos dos títulos.
“Nem Evergrande nem seus credores fizeram qualquer anúncio sobre um reembolso”, afirmou a agência de classificação de crédito Fitch, que passou a considerar que o grupo “não pagou”.
Este é o primeiro ‘calote’ da Evergrande, que, apesar de não ter perdido vários prazos em setembro, sempre havia conseguido pagar os credores no último minuto.
A Fitch define um default restrito como a situação em que emissor de título experimentou um default ou uma troca de dívida problemática, mas não iniciou processos de liquidação, como pedidos de falência, e permanece em operação.
A Evergrande, com uma dívida de quase 300 bilhões de dólares, enfrenta problemas há vários meses para cumprir os pagamentos de juros e as entregas de apartamentos.
Ao mesmo tempo, o grupo imobiliário Kaisa, um dos mais endividados do país, também deixou de executar m pagamento, segundo a Fitch. Kaisa deveria pagar 400 milhões em juros na terça-feira. O grupo já havia alertado na semana passada que corria o risco de inadimplência. Kaisa, que tem 17.000 funcionários, foi o primeiro grupo imobiliário chinês a entrar em default em títulos em dólar em 2015.
Notas das agências internacionais de classificação de risco
Arte G1

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