No pregão anterior, a moeda norte-americana encerrou em alta de 1,67%, vendido a 4,9500. Cédulas de dólar
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O dólar abriu em queda nesta sexta-feira (01), com investidores repercutindo a divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no segundo trimestre deste ano, que cresceu 0,9%, bem acima das expectativas do mercado financeiro, que previam alta menos expressiva, de 0,3%.
Outro dado importante e bastante aguardado é o relatório de empregos dos Estados Unidos, conhecido como payroll, que traz uma visão sobre como anda o mercado de trabalho e a atividade na maior economia do mundo.
Às 09h35, a moeda norte-americana caia 0,88%, cotada a R$ R$ 4,9065. Veja mais cotações.
No dia anterior, o dólar encerrou o pregão em alta de 1,67%, vendido a 4,9500. Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:
alta de 3,19% no mês;
quedas de 1,76% na semana e de 7,54% no ano.
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O que está mexendo com os mercados?
O PIB brasileiro, apesar da desaceleração em relação ao primeiro trimestre, surpreendeu positivamente todas as expectativas de mercado, com um resultado forte em todos os setores da economia.
A alta de 0,9% foi puxada, principalmente, pela indústria e os serviços, que cresceram 0,9% e 0,6%. O agronegócio teve uma queda de 0,9%, mas cabe destacar que, no trimestre anterior, o setor havia disparado 21%, sendo natural uma leve desaceleração.
Nos Estados Unidos, a economia criou 187 mil empregos não-agrícolas em agosto, segundo o Departamento do Trabalho. O número veio acima das projeções, que apontavam para 170 mil novas vagas.
A taxa de desemprego, no entanto, subiu para 3,8%, de 3,5% registrado em julho. Especialistas esperavam que a taxa se mantivesse no mesmo patamar.
Isso trouxe uma visão mais otimista aos mercados internacionais, porque, embora pareça contraditório, um mercado de trabalho menos aquecido nos Estados Unidos significam que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) pode interromper o ciclo de altas nos juros ou até começar a cortá-las.
Atualmente, as taxas estão entre 5,25% e 5,50% ao ano. Um maior desemprego impacta diretamente na quantidade de dinheiro que tem na mão da população e, por isso, as expectativas são de que a inflação possa desacelerar – justificando um controle maior dos juros no país.
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