Ramiro Júlio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira foram convocados após empresa anunciar suspensão do fornecimento de passagens da linha promocional. Sócios da 123 Milhas enviaram à CPI das Pirâmides Financeiras da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (30) um ofício informando que estarão em uma audiência com o ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), no mesmo horário em que deveriam prestar depoimento à comissão.
Ramiro Julio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira, sócios e administradores da 123 Milhas, foram convocados pela comissão após a empresa anunciar a suspensão do fornecimento de pacotes e a emissão de passagens de sua linha promocional, com embarques previstos de setembro a dezembro de 2023.
Esta é a segunda vez que os dois faltam à CPI. Nesta terça (29), mesmo dia em que a agência entrou com pedido de recuperação judicial, os sócios alegaram problemas de agenda para não comparecer. A audiência foi remarcada para esta quarta, às 18h.
“A defesa de Ramiro Júlio Soares Madureira e Augusto Júlio Soares Madureira vem informar a Vossa Excelência que está agendada para esta tarde (30.08.2023 – 18h30) reunião presencial no Ministério do Turismo, da qual seus constituintes participarão presencialmente, a fim de prestar esclarecimentos ao Exmo. Sr. Ministro do Turismo, Celso Sabino de Oliveira, sobre os recentes fatos envolvendo a empresa 123 MILHAS”, diz o documento.
A defesa anexou prints de email enviados ao gabinete do ministro, para provar que houve agendamento prévio do compromisso.
Os advogados também disseram que a agenda no Ministério inviabilizará a presença dos sócios na reunião desta quarta e colocaram os depoentes à disposição da CPI apenas a partir do dia 4 de setembro.
Site da 123 Milhas
Reprodução/EPTV
O presidente da comissão, deputado Áureo Ribeiro (PSD-RJ), no entanto, acredita que os executivos estão usando de artifícios para evitar o depoimento.
“Vamos pedir condução coercitiva deles. Se possível, para hoje ainda” afirmou.
Clientes relatam prejuízos
De acordo com comunicado enviado pela empresa, o valor pago pelos clientes seria devolvido por meio de vouchers no valor da compra, mais uma correção monetária de 150% do CDI.
No entanto, alguns clientes relataram que estão tendo prejuízo, pois estão sendo oferecidos cupons parcelados no valor da compra e os voucher só podem ser usados uma vez a cada compra, o que não cobre os gastos que os clientes tiveram com as viagens, segundo relatos.
Nesta terça, a agência de viagens entrou com pedido de recuperação judicial na 1ª Vara Empresarial da Comarca de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Houve relatos de demissões na sede da empresa.
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