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BC mantém previsão de superávit comercial em US$ 70 bi e vê alta maior do crédito bancário em 2021

Informações constam no relatório de inflação do segundo trimestre. Instituição elevou de 8% para 11,1% previsão de alta do crédito bancário neste ano. O Banco Central manteve a estimativa de que a balança comercial brasileira registrará um superávit de US$ 70 bilhões neste ano, e passou a projetar um crescimento maior do crédito ofertado pelos bancos. As informações contam no relatório de inflação, divulgado nesta quarta-feira (24).
O superávit comercial é registrado quando as exportações superam as importações. Quando ocorre o contrário, é registrado déficit comercial.
Para 2021, o BC projeta que as exportações somarão US$ 280 bilhões, com alta em relação ao ano passado (US$ 211 bilhões), e que as compras do exterior totalizarão US$ 210 bilhões (contra US$ 178 bilhões em 2020).
Se confirmado, o saldo positivo representará melhora em relação ao ano passado, quando somou US$ 50,995 bilhões, e representará novo recorde histórico. Até então, o maior superávit foi registrado em 2017 (cerca de US$ 67 bilhões).
“A previsão de valor recorde das exportações é atribuída principalmente ao aumento disseminado dos preços das exportações, em especial minério de ferro, petróleo e soja. Por outro lado, as vendas de produtos manufaturados não devem recuperar o patamar de 2019, perdendo espaço na pauta”, informou o BC.
Com o bom desempenho da balança comercial esperado para este ano, a previsão do Banco Central é a de que as contas externas terão um superávit de US$ 3 bilhões em 2021. A previsão anterior, divulgada em março, era de que o saldo positivo somaria US$ 2 bilhões neste ano.
O BC informou ainda que manteve em US$ 60 bilhões sua estimativa para o ingresso de investimentos estrangeiros diretos na economia brasileira neste ano, contra a entrada de US$ 34,167 bilhões no ano passado, o menor ingresso em 11 anos.
Crédito bancário
O Banco Central também subiu de 8% para 11,1% sua estimativa para o crescimento do crédito bancário neste ano. Apesar do aumento, a instituição ainda prevê desaceleração na comparação com o ano passado, quando foi registrada uma expansão de 15,5%.
De acordo co o BC, o crédito bancário registrou um desempenho acima do esperado em todos os segmentos nos últimos meses, o que contribuiu para o aumento da expectativa de alta em 2021.
Além disso, a instituição também citou o maior nível de atividade econômica e a reedição do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe).
Segundo o BC, a previsão de alta do crédito para as empresas neste ano passou de 3,4% para 8%. A estimativa de crescimento dos empréstimos para pessoas físicas, por sua vez, subiu de 11,5% para 13,5% em 2021.
No segmento de pessoas físicas, o BC espera uma maior demanda pelas operações de cartão de crédito à vista e financiamento de veículos. Além disso, informou que também foi observada, nos últimos meses, uma procura maior por financiamentos habitacionais.
“A despeito do recrudescimento da pandemia, a resiliência desse segmento [pessoas físicas] se mostrou uma surpresa, com efeitos bem menos intensos do que os vistos no ano passado”, informou a instituição.

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