Já a população abaixo da linha da extrema pobreza pode passar de 13,8% no ano passado para 14,5%. O limitado desempenho econômico da América Latina esperado para este ano, aliado à inflação crescente, vão levar ao crescimento da população em pobreza e em extrema pobreza na região, estimou em relatório divulgado nesta segunda-feira (6) a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).
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A estimativa é que a população abaixo da linha de pobreza chegue a 33%, acima dos 32,1% de 2021, enquanto aqueles abaixo da linha da extrema pobreza passem de 13,8% no ano passado para 14,5%.
“Este resultado reflete a tendência a um maior aumento dos preços dos alimentos em comparação com os demais bens”, apontou o estudo.
Esses níveis de pobreza são notadamente superiores aos observados antes da pandemia da Covid-19, “e afastam a possibilidade de uma recuperação rápida”. Embora em 2021 tenha havido uma redução na taxa de pobreza em relação a 2020, a extrema pobreza seguiu crescendo naquele ano.
Segundo a Cepal, uma aceleração da inflação pode levar a níveis de pobreza ainda mais altos. No cenário mais extremo, a pobreza pode chegar a 33,7%, enquanto a pobreza extrema, a 14,9% da população.
Nesse cenário, cerca de 7,8 milhões de pessoas se somariam aos 86,4 milhões cuja segurança alimentar já está em risco.
“Isto é apenas levando em consideração a inflação e o crescimento. Se acrescentarmos o fato de que afeta muito mais as mulheres [em alusão à piora na renda e no emprego das mulheres pela pandemia], os setores informais, que não têm recursos para melhorar no social, [então] o impacto da situação pode ser ainda maior”, assinalou o secretário-geral interino da Cepal, Mario Cimoli, de acordo com a France Presse.
Desaceleração do crescimento
O estudo indica ainda que, após a expansão econômica observada em 2021 (6,3%), a região alcançará em 2022 um crescimento médio anual de 1,8%, que tende a retornar ao lento padrão de crescimento de 2014-2019 (apenas 0,3% em média por ano, com a consequente queda do PIB per capita).
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