O evento de lançamento da pré-candidatura de Jair Bolsonaro (PL) à reeleição teve distribuição de material para alertar sobre as limitações da lei eleitoral e uma ausência que chamou a atenção: do ministro da Defesa, general Walter Braga Neto, nome que Bolsonaro quer na sua chapa, como vice.
Tudo combinado e interligado.
Bolsonaro falou mais de uma vez que seria o lançamento da sua pré-candidatura — e convites com este mote foram distribuídos —, mas a legislação eleitoral proíbe eventos do tipo neste momento, o que levou o PL a chamar o evento de um mutirão para filiação à sigla.
Braga Neto não apareceu para não dar ainda mais cores de um evento eleitoral, mas fontes do Planalto ouvidas pelo blog dão como certa a filiação dele nesta semana. Além disso, ele e outros ministros devem deixar o governo para se lançarem candidatos no próximo dia 31 de março — aniversário do golpe que levou o Brasil a 21 anos de ditadura militar. A data é mote de comemoração para Jair Bolsonaro, que sempre enaltece os governos militares e capitula a ausência de democracia e de crimes como tortura, praticados pelo Estado.
Quem discursou no evento foi a ministra Tereza Cristina (PP), que era a vice desejada pelo centrão.
O material distribuído aos participantes do evento deixava claro o que a legislação eleitoral permite ou não: antes do período formal de campanha, diz o material, é proibido pedir voto para candidatos, distribuição de brindes, uso de outdoors ou transmissão ao vivo. Afirma ainda o que é permitido: realização de encontros em ambiente fechado, menções à candidaturas e exaltar qualidades pessoais.
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