O governo federal teme que as sanções econômicas impostas à Rússia atinjam a empresa Acron e impeçam que a fábrica de fertilizantes em Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul, entre em funcionamento. O grupo russo comprou a fábrica do governo em fevereiro. A informação foi revelada por fontes do governo ouvidas pelo blog nesta terça-feira (1º).
Sanções à Rússia: como fica o comércio com o Brasil?
As sanções econômicas à Rússia foram impostas pelos Estados Unidos, pelo Reino Unido e pela União Europeia após o início da guerra na Ucrânia. Entre as medidas estabelecidas, está a retirada dos principais bancos do país do sistema Swift, serviço global de telecomunicações entre instituições financeiras no mundo.
A fábrica adquirida pelo grupo russo em fevereiro, quando os alertas da comunidade internacional eram de um ataque iminente da Ucrânia pelas forças russas, que já estavam mobilizadas nas fronteiras do país, agora invadido. O fechamento do negócio no Brasil demonstra que as autoridades brasileiras não acreditavam no acirramento da situação no Leste Europeu.
O complexo adquirido pelo grupo russo pertencia à Petrobras, que colocou à venda em 2019, no plano de desinvestimento da empresa, por considerar a produção de fertilizantes no local cara.
A unidade tem condições de entrar em funcionamento nos próximos meses. Os russos compraram a fábrica e irão utilizar o gás da Bolívia para produção dos fertilizantes. O negócio faz sentido porque outra empresa russa, a Gazprom, que é a maior produtora de gás no mundo, controla a exploração de gás natural na Bolívia. O gasoduto Brasil-Bolívia fica próximo da fábrica de Três Lagoas.
O negócio foi chancelado pela ministra da Agricultura, Tereza Cristina, que viu na compra uma forma de abastecer com fertilizantes seu Estado, o Mato Grosso do Sul, região que é o coração do agronegócio brasileiro.
Segundo especialistas ouvidos pelo blog, a energia que dá mais eficiência na produção de fertilizantes é o gás natural, que é abundante no Brasil, mas de cara exploração pela falta de infraestrutura.
Duas outras plantas de produção de fertilizantes, em Sergipe e Bahia, foram arrendadas pela Petrobras pelo mesmo motivo – custo mais alto de produção em relação à importação do produto final da Rússia.
O Brasil importa metade do gás natural que utiliza, quase todo da Bolívia. Até mesmo o gás que é expelido na exploração de petróleo é reinjetado no solo. O custo alto se dá pela falta de infraestrutura, já que não há canos para escoamento suficientes.
“Tem faltado planejamento energético”, afirma Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura. “Só 2% das residências brasileiras têm gás encanado, apesar de termos gás natural à disposição. Infraestrutura tem que ter política pública”, acrescenta.
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