Relator, conselheiro Luiz Henrique Braido considerou que a operação revelou baixa concentração de mercado e baixas barreiras à entrada. O Conselho Administativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou nesta quarta-feira (23) a venda da Som Livre, pertencente ao Grupo Globo, para a Sony Music, do Grupo Sony.
A aprovação foi unânime e sem restrições. A Superintendência-Geral do Cade já tinha emitido parecer pela aprovação sem restrições.
Segundo o Cade, a operação envolve a aquisição integral, pela Sony Music, de ativos e direitos relacionados às atividades de música gravada, edição musical e eventos musicais ao vivo da Som Livre.
No julgamento, o conselheiro relator Luiz Henrique Braido considerou que a operação revelou baixa concentração de mercado e não impede a entrada de concorrentes. Por isso, não seria necessário impor restrições para aprovar a venda.
Logotipos das gravadoras Som Livre e Sony Music
Divulgação / Montagem G1
Operação
Em abril do ano passado, a Globo anunciou o fechamento de um acordo para vender a gravadora e desenvolvedora de talentos musicais Som Livre para a Sony Music. A transação, contudo, dependia do aval do Cade para ser concluída.
A Som Livre foi fundada em 1969 com o objetivo inicial de lançar as trilhas dos programas da Globo. Durante cinco décadas, a empresa cresceu, virou uma das mais importantes da música brasileira e ajudou a revelar e construir carreiras de artistas como Djavan, Rita Lee e Novos Baianos.
Veja abaixo reportagem da GloboNews sobre os 50 anos da Som Livre, em 2019:
Gravadora Som Livre completa 50 anos
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