Data

Depois de Americanas e Submarino, Shoptime também fica fora do ar

Marcas pertencem ao mesmo grupo. Empresa diz que suspendeu as páginas por ‘questões de segurança’, mas não confirma se houve ataque hacker. Aviso no site da Shoptime sobre a instabilidade no site
Reprodução
O site do Shoptime também foi tirado do ar no início da tarde desta segunda-feira (21), quase 1 dia depois dos sites das Americanas e do Submarino. As empresas são do mesmo grupo.
Compartilhe essa notícia no WhatsApp
Compartilhe essa notícia no Telegram
A Americanas, dona das marcas, informa que a medida foi tomada por “questões de segurança”, mas não confirma se houve ataque hacker. Os aplicativos das marcas também não estão funcionando normalmente. As lojas físicas não foram afetadas, segundo a empresa.
As ações da Americanas caíam durante o pregão desta segunda.
O que se sabe e o que falta esclarecer
Usa a mesma senha nessas lojas e em outros sites? Melhor trocar
Histórico
Os sites das Americanas e do Submarino estão fora do ar desde o domingo (20): um dia antes, a empresa afirmou ter detectado um “acesso não autorizado”.
As páginas vinham enfrentando instabilidade deste o último sábado (19), quando a Americanas disse que “não havia evidência de comprometimento das bases da dados”.
Até o fim da manhã desta segunda, quem tentava entrar nas Americanas e no Submarino encontrava apenas uma mensagem de “erro de DNS”, que significa que o “endereço” da página não estava disponível (veja abaixo). O site do Shoptime estava funcionando normalmente nesta manhã.
Falha de DNS no site das Lojas Americanas
Reprodução
Um aviso personalizado só foi colocado nos dois sites por volta do meio-dia desta segunda.
“Algo que chama muita atenção é a dificuldade que eles [o time da Americanas S.A.] tiveram de subir uma página de aviso [nos sites, sobre a indisponibilidade]”, avalia Thiago Auyb, especialista no desenvolvimento de ferramentas de segurança digital.
“O que faz com que a gente presuma que a missão do time de segurança da Americanas é maior do que a velocidade com que eles conseguem lidar com a situação”, completa.
Aviso no site da Americanas sobre a instabilidade dos sites
Reprodução
‘Acesso não autorizado’
No comunicado mais recente até agora, divulgado ainda no domingo, a Americanas informou que “voltou a suspender proativamente parte dos servidores do ambiente de e-commerce na madrugada deste domingo (20/02) e acionou prontamente seus protocolos de resposta assim que identificou acesso não autorizado”.
“A companhia atua com recursos técnicos e especialistas para avaliar a extensão do evento e normalizar com segurança o ambiente de e-commerce o mais rápido possível. A companhia reitera que trabalha com rígidos protocolos para prevenir e mitigar riscos. As lojas físicas não tiveram suas atividades interrompidas e permanecem operando”, concluiu.
Informações limitadas
No Brasil, as informações sobre ataques a redes privadas costumam estar restritas ao que as empresas divulgam.
A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), que impôs regras sobre o uso de dados pessoais dos brasileiros, diz que elas devem notificar seus clientes e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) sobre “a ocorrência de incidente de segurança que possa acarretar risco ou dano relevante aos titulares”.
A lei não diz com clareza a quem cabe essa avaliação, nem o que caracteriza “risco ou dano relevante”. Hoje, a análise é realizada pela própria empresa que foi vítima.
Empresas precisam avisar sobre ataque? Quem investiga? Veja perguntas e respostas
Outros casos de sites derrubados
Um tipo de ataque que vem crescendo nos últimos anos no mundo é o chamado ransomware, em que um vírus “tranca” as informações dos sistemas e impede o acesso a elas. Os criminosos, então, exigem o pagamento de um resgate para entregar uma senha que desbloqueia os dados.
Foi o que aconteceu com a JBS, maior processadora de carnes do mundo, em maio do ano passado. Um ataque desse tipo que interrompeu de suas operações na Austrália, no Canadá e nos Estados Unidos. O caso veio à tona porque o FBI passou a investigá-lo e confirmou que se tratava de ransomware. E a empresa disse ter pago US$ 11 milhões em resgate aos hackers.
Casos de sites que saíram do ar, como o da rede Fleury, de medicina diagnóstica, também em 2021, e das Lojas Renner, no mesmo ano, não foram confirmados pelas empresas nem por autoridades como tendo sido ransomware ou outro tipo de ataque hacker.
Em dezembro, a plataforma que reúne informações sobre casos e mortes por causa de Covid-19, o e-SUS Notifica, ficou 11 dias fora do ar devido a um ataque hacker. A página do ConecteSUS, responsável pela emissão do Certificado Nacional de Vacinação Covid-19, também ficou fora do ar.
O “Lapsus$ Group” assumiu a autoria do ataque. Durante as primeiras horas, os sites do Ministério da Saúde e do ConecteSUS tinham a mensagem “nos contate caso queiram o retorno dos dados”.
O caso está sendo investigado pela Polícia Federal e pelo Gabinete de Segurança Institucional.

O Idecon é um Instituto que caminha por meio de muito trabalho, ofertando serviços em busca do Equilíbrio e Harmonia nas Relações de Consumo.

Downloads

Entre em Contato