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Tarifas de Angra 1 e 2 sobem quase 40% e devem pressionar conta de luz em 2022

Segundo a Aneel, o impacto médio tarifário para as distribuidoras de energia será de 0,75% e deverá ser repassado para os consumidores. A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta terça-feira (14) reajuste de 39,86% na tarifa da energia produzida pelas usinas nucleares Angra I e II, ambas operadas pela estatal Eletronuclear.
A tarifa passa de R$ 249,64 por megawatt hora (MWh) em 2021 para R$ 349,15 por MWh em 2022. O novo valor entra em vigor a partir de 1º de janeiro.
A alta no preço do combustível usado pelas usinas foi o principal fator que puxou para cima a tarifa de Angra I e II. Além disso, a tarifa cobrada neste ano foi insuficiente para cobrir todos os custos das usinas, o que gerou um déficit a ser pago em 2022.
Usinas Angra 2 (à esquerda) e Angra 1 (à direita).
Eletronuclear
Segundo a Aneel, o impacto médio tarifário para as distribuidoras de energia será de 0,75%. Esse percentual deve ser repassado para as tarifas de energia dos consumidores.
A Aneel estuda medidas para atenuar o reajuste da conta de luz em 2022, que agora conta com mais um fator de pressão.
“É mais um item que pressiona a tarifa para cima e vamos ter que avançar na nossa agenda de desoneração tarifária para buscar os devidos ajustes para ter algo equilibrado para o consumidor”, disse André Pepitone, diretor-geral da agência.
Em novembro, a área técnica da agência tinha calculado a necessidade de reajuste tarifário médio nas contas de luz de 21,04% em 2022 para cobrir o rombo gerado pela crise energética neste ano. O percentual não considera as medidas de mitigação em estudo pela diretoria da agência.
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