Ministro da Economia citou os dados da arrecadação de impostos, que temo mostrado bom desempenho neste ano. Mais cedo, IBGE informou que o PIB recuou 0,1% no primeiro trimestre, dando início a uma nova recessão técnica. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quinta-feira (2) que o Produto Interno Bruto (PIB) está “decolando de novo”. Ele citou os dados da arrecadação de impostos, que têm apresentado bom desempenho em 2021.
“Mês a mês batemos a arrecadação histórica, em termos reais, tirando a inflação. A arrecadação está muito forte, o que mostra que o Brasil está decolando de novo, pelo nosso tempo. Preparar para decolagem”, afirmou o ministro, em evento sobre concessões aeroportuárias.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou mais cedo que o Produto Interno Bruto (PIB) registrou retração de 0,1% no terceiro trimestre deste ano, o que representa uma nova “recessão técnica” pois o nível de atividade já havia recuado nos três meses anteriores.
Em outubro, a arrecadação de impostos, contribuições e demais receitas federais atingiu R$ 178,742 bilhões. Foi o melhor resultado para o período em cinco anos. Na parcial do ano, porém, totalizou R$ 1,592 trilhão, novo recorde histórico.
O ministro da Economia citou também previsões de investimentos na economia brasileira, ligadas aos processo de concessões e privatizações, que já somam, de acordo com Guedes, mais de R$ 600 bilhões para os próximos anos.
“O crescimento está contratado. Essa conversa que o brasil não vai crescer é coisa de maluco. Gás natural, petróleo, saneamento, cabotagem, ferrovias, aeroportos. Está tudo contratado, R$ 600 bilhões, e vem mais R$ 100 bilhoes com o 5G”, acrescentou Guedes.
Com o processo de concessões e privatizações em andamento, que contemplam investimentos nos próximos anos, ele declarou que o “Brasil está condenado a crescer”. “A pergunta é se vai ter um pouco mais ou um pouco menos de inflação. Mas aprovamos o BC independente, que vai atuar, pela primeira vez, em um ano eleitoral”, concluiu.
Precatórios
O ministro Guedes observou que a Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, está operando em alta nesta quinta-feira, apesar do anúncio da recessão técnica, e avaliou que isso se deve à aprovação, pelo Senado Federal, da PEC dos precatórios.
Essa é a principal aposta do governo para bancar o programa social Auxílio Brasil. A expectativa do governo é que o projeto deve abrir espaço superior a R$ 106 bilhões no orçamento. É uma parte desses recursos que será usada para bancar o Auxílio Brasil, substituto do Bolsa Família.
O texto já havia sido aprovado pela Câmara. Entretanto, como sofreu alterações na tramitação pelo Senado, a PEC voltará a ser analisada pelos deputados.
“[A Bolsa] está subindo porque acabou de ser aprovada a PEC em segundo turno. Significa que os gastos públicos continuam sob controle. Tem toda uma conversa fiada de que o Brasil perdeu o controle sobre o fiscal. É uma conversa fiada, uma narrativa política, fake news”, declarou.
Ele avaliou que a aprovação da PEC dos precatórios, pelo Senado Federal, representa o controle da quarta maior despesa orçamentária, atrás dos gastos com previdência, dos juros da dívida pública e das despesas com servidores públicos.
“A narrativa falsa era que querem furar o teto. Ao contrario, queremos os precatórios embaixo do teto [de gastos, que limita a maior parte das despesas pela inflação]”, acrescentou Guedes.
‘Bola de neve’
Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), órgão vinculado ao Senado, a PEC dos Precatórios, se aprovada, pode gerar uma “bola de neve” de R$ 850 bilhões em precatórios não pagos até 2026 em razão da limitação dos valores a serem pagos.
Pela proposta em discussão no Congresso Nacional, os precatórios acima de R$ 66 milhões serão limitados e pagos por meio de negociação; abatimento de dívidas; ou aquisição de ativos públicos (como imóveis ou privatizações).
Para o órgão, além de gerar uma “bola de neve” de dívidas não pagas, as mudanças propostas na PEC também elevariam o chamado “risco fiscal”, isto é, a percepção negativa dos investidores sobre as contas públicas.
“Como consequência dos juros mais altos e do quadro de maior incerteza, amplificado pela crise energética, a perspectiva é que o crescimento econômico fique menor do que o indicado no atual cenário base da IFI (1,7% para 2022), mas possivelmente acima do previsto no cenário pessimista (0,1% para 2022)”, avaliou.
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