Não há motivo para ter vergonha de falar que está em dificuldades financeiras com familiares e amigos. Essa franqueza nos ajuda a ter uma vida financeira mais saudável, porque permite dividir o peso da dor e conhecer outras experiências. Matéria Banco BV
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Falar sobre dinheiro no Brasil nunca foi uma tarefa fácil – principalmente em um país onde isso é carregado de tabus. Quando o assunto é dívidas, a situação é ainda pior.
Sentimentos como vergonha, fracasso, impotência e inferioridade impedem muita gente de expor seus problemas e ir atrás de ajuda. Esse constrangimento, no entanto, pode levar a situação a um caminho ainda pior. Ao se isolar e esconder o problema, os endividados se afastam de pessoas e recursos que poderiam ajudá-los a sair do sufoco.
É por este motivo que as trocas são tão importantes, como o BV mostra ao lançar o movimento para estimular conversas com amigos ou familiares. Esse comportamento aparece como o primeiro passo para uma vida financeira mais saudável, porque permite dividir o peso da dor e conhecer outras experiências.
Veja 5 benefícios que essa conversa pode trazer para a sua vida.
1. Quanto mais falamos sobre um assunto, mais entendemos sobre ele e mais leve ele fica
Desabafar sobre o assunto com outras pessoas não resolve o problema, mas soluciona outras questões que vêm junto com ele: alivia a sensação de aperto no peito, a angústia e a ansiedade que aparecem junto com a inadimplência. É assim com qualquer coisa: quanto mais se fala sobre um determinado assunto, mais à vontade ficamos para nos abrir e mais passamos a entender sobre ele. Ou seja: com o passar do tempo, mais leve o assunto fica.
Viver em um cenário de endividamento é uma situação estressante e afeta a qualidade de vida: causa problemas de saúde, interfere nos relacionamentos e pode ser um gatilho para o surgimento de transtornos psicológicos. Carregar esse peso sozinho é quase insuportável para qualquer pessoa.
2. Você descobre outras formas de aplicar soluções e aprende com a experiência dos outros
Lidar sozinho com o que faz mal nos deixa cegos. Uma cegueira que limita a nossa capacidade de enxergar a luz no fim do túnel e nos impede de pensar racionalmente sobre o problema. Pior: passamos a enxergar como solução apenas aquilo que é imediato, acessível, mas que só empurra o problema para o futuro. Contratar outro empréstimo para pagar as dívidas, por exemplo, é uma delas.
Por isso, falar sobre o assunto é tão importante: ajuda a conhecer outras saídas, a aprender com a experiência de quem já passou por isso e a descobrir o que deu certo na vida das outras pessoas. Falar sobre o assunto faz a luz do túnel chegar um pouco mais perto.
3. Você aprende a organizar as contas e a ter mais controle financeiro
Quem lida sozinho com um problema tende a passar uma borracha no que aconteceu e voltar a repetir o erro logo ali na frente. Há centenas de histórias por aí, de gente que se endividou e não mudou nada na rotina depois de passar pelo sufoco.
Aprender com os erros só acontece se o problema deixar de ser só nosso. Quando o compartilhamos com outra pessoa (qualquer que seja) é como se firmássemos um compromisso público com o universo, de que aquilo não voltará a se repetir.
Ainda que de forma inconsciente, alguma coisa acontece: aprendemos a ter mais controle sobre as nossas finanças, passamos a fazer um planejamento financeiro, criamos novos hábitos de consumo. Esse processo tem um nome: educação financeira, que é justamente o que nos ajuda a manter um equilíbrio entre o financeiro e o emocional.
4. Você recebe apoio de outras pessoas (e não só financeiro)
Não é só de apoio financeiro que uma pessoa endividada precisa. Muitas vezes, o primeiro passo para sair do sufoco vem da simples presença de um ombro amigo para desabafar.
Sempre que alguém próximo toma conhecimento do que se passa com você, uma rede de apoio invisível começa a se formar. Com a ajuda de outras pessoas, você passa a se sentir mais à vontade para recusar convites sociais e passa a compreender melhor seus limites financeiros.
5. Você descobre que não está sozinho no mundo e que o problema é cultural e coletivo
A inadimplência nunca é problema de uma pessoa só. No exato momento em que você lê este texto, por exemplo, há outros 62,2 milhões de brasileiros passando pela mesma situação, segundo aponta pesquisa do Serasa Experian. Se considerarmos a totalidade da população brasileira atualmente (212,6 milhões, segundo o IBGE), esse número mostra que, pelo menos, 30% das pessoas também possuem algum tipo de dívida atualmente.
Isso significa que experiências parecidas podem estar mais perto do que você imagina. Desabafar com um amigo pode fazer você descobrir que ele passa ou já passou por algo muito parecido. E tomar consciência dessa realidade ajuda a trazer um pouco de conforto.
Independentemente de como você vai fazer isso, o importante é introduzir o assunto de alguma forma e ver como a pessoa irá reagir. Pergunte, por exemplo, como ela costuma fazer o planejamento mensal das contas ou o que ela diria para o chefe se precisasse pedir um aumento no trabalho. Esse pequeno passo pode, inclusive, se transformar em algo muito maior e acabar ajudando todos à sua volta a construir uma relação muito melhor com o dinheiro.
Mas se, ainda assim, você se sente desconfortável, o banco BV preparou uma série de vídeos para te inspirar a perder esse medo e quebrar os tabus que ainda envolvem o dinheiro. É só seguir o exemplo da atriz Taís Araújo, embaixadora do banco, e que, a convite da instituição, discutiu as questões do bolso com pessoas que vão desde anônimos com diferentes estilos de vida a famosos, como Thelminha, ganhadora do BBB20, o ator Thiago Martins e a skatista Pâmela Rosa
Quer assistir ao papo? Acesse o site do banco e veja como você pode falar de dinheiro de um jeito leve.
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