
Javier Milei e Abelardo de la Espriella manifestam apoio a Flávio Bolsonaro (PL)
O risco-país da Argentina ultrapassou os 700 pontos básicos nesta terça-feira (20) e chegou a 710 pontos durante a manhã, no maior patamar desde outubro de 2025.
O indicador é calculado pelo banco de investimentos JPMorgan e subia em meio à queda dos títulos da dívida argentina negociados no exterior.
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O índice avançou 35 pontos em relação à referência anterior durante a manhã e acumulava oito sessões consecutivas de alta. Em um mês, a elevação chegou a 185 pontos, ou 35%.
🔎 O que é risco-país? O indicador mede a diferença entre os juros dos títulos da dívida de um país e os dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados uma referência de baixo risco. Essa diferença representa o retorno extra que investidores exigem para assumir o risco de emprestar dinheiro ao país. Cada 100 pontos básicos equivalem a 1 ponto percentual.
Por que o risco-país subiu?
A alta do risco-país ocorreu em meio à queda dos preços dos títulos da dívida argentina negociados no mercado financeiro internacional.
Na manhã desta terça-feira (20), os papéis do governo argentino emitidos em dólares registravam queda média de 1,5%. Em um mês, a desvalorização acumulada chegava a 6%.
O preço de um título pode cair quando investidores ficam menos dispostos a comprá-lo pelo valor anterior e passam a exigir um desconto para investir. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando aumentam os juros de referência no exterior ou cresce a preocupação com os riscos de um país.
Quando o preço de um título cai, seu rendimento para quem o compra naquele momento tende a aumentar. Se os rendimentos dos títulos argentinos sobem em relação aos dos títulos americanos de prazo semelhante, a diferença entre eles aumenta e pode elevar o risco-país.
Juros dos Estados Unidos também influenciam
A remuneração dos títulos do Tesouro americano é uma referência para investidores internacionais. Quando os rendimentos desses papéis aumentam, ativos de países considerados mais arriscados podem perder atratividade, sobretudo se os investidores passam a exigir um retorno maior para compensar os riscos.
Nesse cenário, países emergentes podem enfrentar pressão sobre os preços de seus títulos e aumento do prêmio de risco. O efeito varia conforme as condições de cada economia e a percepção dos investidores sobre sua capacidade de honrar compromissos financeiros.
*Com informações da Agência Reuters
O presidente da Argentina, Javier Milei, discursa duranre cerimônia de comemoração dos 172 anos da Bolsa de Buenos Aires, no dia 16 de julho de 2026
Mariana Nedelcu/Reuters
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