Em carta, grupo afirma compromisso com o combate às mudanças climáticas e defende ações eficazes para a preservação do meio ambiente e o cumprimento das metas de combate ao desmatamento ilegal. Um grupo de 107 empresas brasileiras e 10 entidades setoriais assinaram uma carta defendendo “objetivos climáticos ambiciosos” e o “protagonismo” do Brasil na defesa contra o agravamento e os efeitos das mudanças climáticas.
No documento “Empresários pelo Clima”, divulgado nesta segunda-feira (27), as empresas também defendem medidas para uma economia de baixo carbono e assumem responsabilidades nessa transformação.
A carta será apresentada ao governo brasileiro e levada pelo setor para a próxima Conferência sobre o Clima, a COP 26, que acontece em novembro, em Glasgow (Escócia).
“O mundo precisa, com urgência, caminhar para uma economia de baixo carbono e o setor empresarial no Brasil reconhece sua responsabilidade nessa transformação”, diz o documento. “Objetivos climáticos ambiciosos correspondem à nossa convicção de que o Brasil deve buscar o protagonismo nas negociações de clima”, acrescenta.
A iniciativa foi liderada pelo CEBDS (Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável), em parceria com outras entidades do setor, e reúne grandes empresas como Bradesco, BRF, Braskem, Cosan, Natura, Ipiranga, JBS, Suzano e Votorantim.
O CEBDS representa cerca de 80 grupos empresariais com atuação no Brasil, responsáveis por 47% do PIB brasileiro e 1,1 milhão de empregos.
O grupo destaca que que o Brasil tem vantagens comparativas únicas na corrida para alcançar uma economia de emissões líquidas de carbono neutras, mas que o país precisa de um arcabouço político-regulatório que apoie essa trajetória dentro de um compromisso firme, com ações eficazes para o fim do desmatamento ilegal e a conservação do meio ambiente.
Para isso, devemos desenvolver um arcabouço político-regulatório que apoie essa trajetória dentro de um compromisso firme com ações eficazes para a preservação do meio ambiente e o cumprimento das metas de combate ao desmatamento ilegal.
“Temos ambição climática e nossas empresas contam cada vez mais com metas de neutralização baseadas na ciência, utilizando parâmetros criteriosos de governança corporativa, social e ambiental (ESG)”, ressalta a presidente do CEBDS, Marina Grossi.
“Até 2030, devemos priorizar o fim do desmatamento ilegal, a operacionalização de um sistema de mercados de carbono e a ampliação da agricultura de baixo carbono, resultando no aumento da ambição nas metas brasileiras”, diz.
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