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Trump deve cortar tarifas sobre produtos de aço e alumínio, diz agência

Trump exibe tabela com tarifas que devem ser cobradas pelos EUA
REUTERS
O presidente dos Estdos Unidos, Donald Trump, quer mudar as regras de impostos sobre produtos de aço e alumínio. A ideia é manter a taxa alta, de 50%, para a importação desses metais “brutos”, mas diminuir o imposto para produtos derivados, como peças e eletrodomésticos. Nesse caso, a cobrança ficaria entre 15% e 25%, segundo a agência Reuters.
Essas mudanças ainda podem ser ajustadas e dependem de um decreto do presidente, que deve sair já nesta quinta-feira (2).
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A proposta foi divulgada primeiro pelo jornal Wall Street Journal. A Casa Branca não comentou o assunto até agora.
Segundo fontes, o objetivo é deixar o sistema mais simples. No ano passado, Trump aumentou para 50% o imposto sobre aço e alumínio e também passou a cobrar taxas sobre milhares de produtos feitos com esses materiais, para incentivar a produção dentro dos Estados Unidos.
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O problema é que esse imposto era calculado só sobre a parte de aço e alumínio de cada produto, o que dificultava as contas para quem importa.
Agora, a ideia é cobrar um imposto menor, mas sobre o valor total do produto, o que torna tudo mais fácil de calcular.
O novo decreto também deve trazer uma lista atualizada dos produtos que serão taxados. Alguns equipamentos usados na produção de aço podem ter imposto menor, de 15%, já que o governo quer incentivar investimentos no setor.
Esses equipamentos, como máquinas industriais, geralmente são importados de países como Alemanha e Itália e são feitos para suportar altas temperaturas.
Tarifas impactam o Brasil
O aumento das tarifas promovido por Trump sobre importações de aço, alumínio e derivados entrou em vigor em junho do ano passado. À época, as cobranças passaram de 25% para 50%.
Em agosto do mesmo ano, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, participou de uma reunião na Câmara dos Deputados com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para apresentar um conjunto de projetos de interesse do comércio exterior brasileiro.
Ao final do encontro, Alckmin anunciou a medida tomada pelo Departamento de Comércio dos EUA, que enquadrou exportações que contêm aço e alumínio na Seção 232 do Ato de Expansão Comercial.
Com isso, alguns dos produtos de aço e alumínio do Brasil passaram a pagar a mesma tarifa de outros países, melhorando a competitividade nos manufaturados nacionais.
“Fizemos a conta e dá US$ 2,6 bilhões de inserção de aço e alumínio nas exportações brasileiras, de US$ 40 bilhões de dólares, ou seja, 6,4% das exportações saem dos 50% e vão para a sessão do 232, o que torna igual nossa competitividade com o resto do mundo. Isso vai dar uma melhor na competitividade industrial”, disse Alckmin na época.
Ainda assim, grande parte das exportações brasileiras ainda são atingidas pelas tarifas de Trump. Como o g1 já mostrou, uma das principais consequências das taxas é a redução das exportações para os EUA.
🔎 No caso do aço, o país opera sob um sistema de cotas: dentro do limite estabelecido, não há tarifa, mas volumes que excedem a cota são taxados em 25%. Já o alumínio segue, em geral, sujeito a uma tarifa de 10%.
Além disso, há efeitos variados na indústria. Para as empresas com fábricas no Brasil, os efeitos variam. De um lado, estão as companhias com forte atuação no mercado externo, que tendem a ser mais prejudicadas pela queda nas exportações.
De outro, estão aquelas com foco maior no mercado interno, que sentem menos o impacto direto. No entanto, essas empresas enfrentam o desafio de lidar com o possível aumento da oferta de produtos no mercado doméstico — o que tende a pressionar os preços e reduzir as margens de lucro.

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